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Como A Capivara Se Defende? Ela Morde?

Se defender é natural e instintivo diante de alguma ameaça, isso quanto a todos os animais. Se pararmos para pensar até nós mesmos reagimos assim. Pense na situação de um animal ou pessoa recebendo algum tipo de ameaça de algum outro animal ou outra pessoa e ficando totalmente passivo, certamente você percebeu que não é o esperado.

A Capivara Um Animal Um Tanto Indiferente

Quando pensamos em animais ferozes e agressivos naturalmente, sem a necessidade de uma ameaça, podemos imaginar leões, onças, leopardos, mas assertivamente a capivara não é um deles. Naturalmente, diante de um ambiente e contexto harmônico a capivara é um animal tranquilo. Se for o caso de uma capivara selvagem, mais dificilmente vai dar abertura a um humano, se for uma capivara doméstica, essa situação já é um pouco mais possível. Mas apesar de não mostrar seu lado afetuoso muito facilmente, também ocorrerá o mesmo quanto ao seu lado agressivo, que só é possível diante de alguma ameaça, naturalmente e instintivamente como forma de sobrevivência.

Convivência Hierárquica E Respeito Mútuo

Capivaras Sentadas na Grama
Capivaras Sentadas na Grama

Em algumas situações também podemos imaginar que a capivara vá se defender, como é o caso de serem atacadas por seus predadores na natureza, que são os animais já citados aqui como naturalmente ferozes e agressivos, então já dá para imaginar qual vai ser o seu fim mesmo diante de alguma tentativa de defesa, eles são algumas espécies de onças, leopardos, cachorros selvagens, cobras, jacarés e aves de rapina. A segunda situação que podemos imaginar uma possível defesa da capivara, é quando os machos competem entre si para ser o progenitor de uma reprodução, o que é comum no meio animal.

As capivaras convivem em grupos hierárquicos bem definidos, com somente um macho dominador, que geralmente é o mais velho do grupo, para cerca de dez a trinta indivíduos entre fêmeas e filhotes de suas reproduções. Geralmente esta hierarquia é obedecida e respeitada pelos outros machos do grupo, mas há casos em que pode haver competições pela troca do papel, que pode acontecer pelo período aproximado de três em três anos. Até mesmo nestas disputas a violência não é comum e outros meios de haver um vencedor são utilizadas como exibições, vocalizações e liberações de secreções e odores de suas glândulas. Geralmente o vencedor acaba sendo o mais velho entre os machos.

Estes mesmos grupos em que convivem são territoriais, como a maioria dos animais selvagens na natureza e curiosamente usam estas mesmas glândulas, que é uma nasal e outra anal para marcar os seus territórios e se identificarem entre si, já que cada um tem uma secreção com odor próprio de cada indivíduo, mas assim como o caso da convivência hierárquica, esta  territorialidade é bem definida e normalmente não gera conflitos de convivência.

A Caça Da Capivara E A Sua Carne

Por último e mais provável de um ato de defesa por parte da capivara, são casos em que humanos se vão contra ela, como é o caso de caças para a obtenção de sua carne ou pele, o que não é muito comum no Brasil, até porque a caça a animais silvestres é proibida pela nossa legislação, o que inclui a capivara, mas em outros países é mais cultural, como no caso da Venezuela, em que a sua carne é mais consumida.

Entre os consumidores da carne da capivara, há dois tipos de pessoas, as que conseguem superar o cheiro forte e característico da mesma e gostar do seu sabor e as que não conseguem passar esta etapa, sem se quer conseguir experimentar. Já que o consumo da carne de capivara não é comum no Brasil, uma forma de ilustrarmos esta situação é lembrarmos do cheiro também característico e forte da carne do peixe, o que não é um impecilho para ser uma das carnes brancas mais apreciadas por aqui. Mas gostos a parte, assim como o ataque de seus predadores na natureza, dificilmente sobreviverá a uma caça humana por mais que tente se defender pelo ato sempre vir acompanhado de uma arma, o que é letal para qualquer mero mortal.

Tranquilas Entre Elas E Entre Nós

Claro que como todo animal selvagem, certamente o habitat preferido das capivaras são os naturais, ou seja, rios, lagos, lagoas, represas, com a característica em comum de sempre ter água por serem animais semiaquáticos e é assim que de certa forma também se defendem de seus predadores, mais literalmente, se protegendo, o que pode dar certo em alguns casos, pela sua capacidade de mergulho e natação.

Quando estes habitats são desmatados ou modificados pelo homem, acabam se adaptando ao novo habitat por serem caracteristicamente muito adaptáveis, seja áreas de lazer construídas em volta destas águas, como parques ou áreas residenciais construídas onde pastavam, além de plantações, pantanais, canaviais, desta forma, em algumas situações, dentro de sua adaptação, está a convivência com humanos, o que antes não era realidade.

Capivaras Nadando
Capivaras Nadando

Neste caso dificilmente haverá um ataque gratuito, mais uma vez, somente diante de alguma ameaça como forma de defesa para a sua sobrevivência, o que no caso do convívio com humanos, seriam atos violentos, forçar uma afetividade, chegar muito perto causando medo ao animal ou as mesmas condições com seus filhotes, que instintivamente como mães, vão os proteger como protegem a si mesmas. Então a resposta é, nestas hipóteses, sim! Pode ser que a capivara não só ameace uma mordida, como realmente chegue ao ato de morder como forma de defesa, o que certamente não seria uma mordida leve como o maior dos roedores. Assim sendo podemos supor que a mordida é muito forte com seus dentes incisivos característicos de roedores, só que no caso delas é proporcional ao seu porte, podendo medir até sete centímetros de comprimento. Algumas pessoas sentem medo da capivara pela sua aparência naturalmente, como roedor que é, remeter aos típicos ratos, mas mais do que ratos, seriam ratos gigantes. Mas assim como os ratos são repelidos pelas doenças que podem transmitir, este seria o único motivo de medo de uma capivara, já que podem causar a febre maculosa, se hospedeira do carrapato estrela, isto claro, se você estiver respeitando o limite dela, afinal, é sempre melhor prevenir do que remediar quando se trata de animais silvestres.

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