Home / Curiosidades / Curiosidades Sobre os Insetos de Jardim

Curiosidades Sobre os Insetos de Jardim

Jeito Simples e Barato Para Afastar o Pernilongo 

Um saco plástico com água. É importante que o mesmo esteja pendurado em um lugar relativamente alto (coisa de 2 metros do chão), isso porque ao entrar em um ambiente e toparem com o saco cheio d’água, não só os pernilongos, mas qualquer outro inseto que voe, enxergam sua imagem refletida no líquido e acabam por consequência mudando a trajetória de seu voo. Isso acontece por instinto ou até mesmo por susto, que faz ela parar e sair do ambiente, sendo de acordo com o engenheiro agrônomo Octávio Nakano, da USP, mais ou menos a mesma coisa que acontece quando deparamos com um espelho que reflete a luz do Sol.

Afastar o Pernilongo 
Afastar o Pernilongo

Incomoda-nos quando somos atingidos pelos raios solares e por reflexo acabamos desviando o caminho ou dando meia-volta. Esse hábito popular é já bastante antigo e sua comprovação científica surgiu no momento em que alguns pesquisadores da USP notaram o costume de alguns restaurantes e bares de cidades interioranas usarem tal saco de água para espantar os insetos voadores. Na intenção de comprovar se havia ou não fundamento na prática, uma série de medições foram feitas e com isso trabalhos publicados em revistas acadêmicas especializadas validaram a receita.

Picadas de Pernilongo podem transmitir Aids?

Provavelmente você já pensou nisso ao ver um pernilongo picar você e partir para alguém próximo de si, mas a resposta é não. Primeiro porque a quantidade de sangue que o inseto suga de um ser é muito pequena, assim como a concentração de partículas virais. A maioria dos infectados com HIV não possui níveis detectáveis de vírus no sangue, o que não é o caso de pessoas contaminadas com dengue, por exemplo.

Picadas de Pernilongo
Picadas de Pernilongo

Ainda assim, esses que possuem têm níveis muito baixos, bem abaixo do necessário para transmissão de outras doenças virais. Outro motivo é que diferentemente do vírus da malária e da febre amarela, por exemplo, não se multiplica dentro dos insetos, pelo contrário, é destruído. Mosquitos não são como seringa, a regurgitação de saliva ocorre por uma passagem e a ingestão de sangue por outra, isso sem levar em consideração que a quantidade carregada de vírus jamais é suficiente.

Dentro de um Formigueiro 

É certo que em algum momento da vida todos já se depararam com um formigueiro e talvez já tenham até mesmo pisado num deles, o que certamente não foi uma experiência agradável, pelo menos para as formigas que ali habitavam. Essa estrutura é bem mais que um monte de terra amontoado, o que já é impressionante se levarmos em conta as dimensões das formigas, mas a verdade é que por dentro, eles são verdadeiras megalópoles, isso porque elas se mantêm numa sociedade complexa, mas muito organizada.

Formigueiro 
Formigueiro

As formigas não são seres robotizados que vivem em função do trabalho, elas também precisam confrontar adversários e se organizar para a expansão de seu espaço. Abaixo há um vídeo da National Geographic onde exploradores decidiram fazer uma réplica exata de um formigueiro e se surpreenderam ao perceber quanta complexidade e exuberância havia em algo aparentemente tão pequeno, veja a seguir.

Minhocas 

Convenhamos que ela não é lá o mais charmoso dentre os bichos, sendo na verdade até um pouco estranho. Há quem ache que a minhoca tem duas cabeças e que a cortando ao meio, o que antes era uma, passa a ser duas minhocas, mas isso não faz sentido, ou como as avós costumam dizer: “essa história não tem pé nem cabeça”.

Minhocas 
Minhocas

Não se sabe como essa história começou, mas o que sabemos é que minhocas possuem uma capacidade de  regeneração impressionante, porém se for cortada ao meio, apenas a metade que ficar com a boca irá sobreviver e se transformar numa nova minhoca, já a outra simplesmente não irá sobreviver por não poder se alimentar. A planária, parente da minhoca, possui a capacidade de se dividir por fissão, sendo capaz de se regenerar até formar um novo ser a cada vez que cortada. Talvez tenha sido dessa confusão que a história de cortar minhocas ao meio tenha surgido.

Tanajura 

Ela tem apenas 3 mm e uma picada que causa nada mais que uma reação alérgica, mas é uma das pragas urbanas mais graves do planeta. Ela não é competitiva e predadora em níveis cavalares, invadem casas, disputam território com insetos maiores e estressam famílias, estando em áreas costeiras do mundo todo. Tudo começou no século 19, quando algumas formigas da margem argentina no rio Paraná desembarcam outros portos mundo afora depois de pegar carona em navios.

Tanajura 
Tanajura

O formigueiro, que começa com uma rainha criada em outra colônia, é bem complexo, havendo galerias, túneis e câmaras. Depois que a rainha acasalou, ela passa a procurar um novo lar, botando os ovos assim que encontra o local e de lá, ela comanda. São as operárias que põem a casa em ordem e ela cria novas rainhas em potencial, as tanajuras e também os bitus, que são os machos, ambos saem em busca de parceiros em revoada e daí são pegas por um moleque descalço e acabam indo parar na panela.

Besouro Rola Bosta 

Ele leva uma vida inglória tendo uma rotina bem estranha: a de encontrar fezes e juntá-las em enormes bolas para depois levá-las até um lugar seguro. Elas são fundamentais para que ele consiga atrair uma fêmea, que coloca seus ovos por lá também, e as fezes servem também de alimento para ele, ou seja, fezes são uma parte muito importante de sua vida e eles ainda correm o risco de serem roubados por outro besouro. Além disso, eles ainda enxergam mal, pelo menos é o que conta o biólogo Eric Warrant, que os observa há mais de 15 anos. Numa experiência, Eric colocou bolas de vezes num campo de areia onde cronometrou o tempo em que os besouros levavam para rolá-las do centro até o canto, cobrindo os olhos do inseto com pedaços de papelão em alguns momentos e nesse instante eles ficavam mais lentos.

Besouro Rola Bosta 
Besouro Rola Bosta

Nada de mais, mas algo surpreendente acontecia também quando a noite estava nublada e não era possível enxergar o céu nitidamente: eles também ficavam mais lentos. Logo, ele concluiu que esses besouros estavam se guiando por algo no céu, ou pela luz da Luz ou de estrelas específicas.

A magia do vaga-lume

Já se perguntou como esse pequeno bichinho é capaz de emitir luz? A resposta não é complexa, pelo contrário, tudo se resume a um truque químico. O oxigênio que o vaga-lume inspira entra pela traquéia, que está ligada à região do abdômen do inseto, onde há um tipo de tecido chamado lanterna. Os fotócitos, células especializadas na emissão de luz formam esse tecido abdominal, que está ligado também ao cérebro do inseto. Sempre que ele deseja piscar, esse último órgão citado libera um neurotransmissor chamado octopamina, que “acende” os fotócitos do abdômen. Eles dão início a uma reação química com três ingredientes, a luciferina, combustível produzido pelo animal e o ATP, que é a substância fornecedora de energia para as células. Esses se unem a luciferase, enzima que acelera a reação. O resultado desta é a produção de gás carbônico e de uma substância chamado oxiluciferina fluorescente – nome complicado.

Vaga-lume
Vaga-lume

É ela quem libera energia na forma de luz e nessa reação a energia não é desperdiçada na forma de calor, ou seja, é uma luz fria. Cientistas chamam esse fenômeno de bioluminescência e ele ocorre também em espécies de peixe que vivem nas profundezas do oceano, como é o caso do peixe-lanterna Photoblepharon sp e também em um pequeno crustáceo chamado cypridina. A função dessa luz é pouco compreendida, há quem acredite que ela sirva para atrair presas, iluminar o campo de visão e no reconhecimento de diferentes espécies e parceiros sexuais, podendo ser até mesmo uma arma contra predadores.

A cor dos vaga-lumes varia conforme sua família:

Família dos Lampirídeos – emitem luz entre o verde e o amarelo;

Família dos Salta-Martins – luz que vai do verde ao laranja;

Os Trenzinhos – a luz deles pode ser verde, vermelha, laranja e amarela

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *