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Lista de Animais em Extinção no Brasil e no Mundo com Fotos

Animais em Extinção no Brasil

O Brasil é um dos países com a maior diversidade de fauna no mundo, e por este motivo, tem grandes responsabilidades para a preservação das espécies, assim como dos habitats em que estes vivem. Os estudos mais recentes sobre a fauna brasileira reuniu uma equipe de especialistas na área (ICMBio), que coletaram informações do período de 2010 a 2014, resultando na obra “O livro vermelho da fauna ameaçada de extinção”, que foi oficializado pelas portarias MMA 444 e 445 do Ibama, na qual classificam e formalizam a lista das espécies ameaçadas. Este é o estudo mais recente que consta no Ministério do Meio Ambiente disponível em sua página oficial.

Antes de sabermos um pouco mais sobre as espécies, vamos conhecer alguns conceitos sobre siglas utilizadas pela União Internacional para a conservação da natureza e dos recursos naturais (IUCN). Ao todo existem 7 níveis de classificação considerando as espécies como: extinta, ameaçada e pouco preocupante.

Animais em Extinção no Brasil
Animais em Extinção no Brasil

No estudo realizado pela ICMBio, como resumo foram utillizadas somente 3 destas categorias conforme descritas abaixo sobre a avaliação das espécies mais ameaçadas:

  • VU (vulnerável): quando há evidências de risco de extinção e uma preocupação para a preservação para que as espécies continuem a existir. São espécies que na maioria dos casos existem somente em cativeiros e a maior ameaça é a destruição de seus habitats.
  • EN (em perigo): esta é a segunda classificação abaixo da mais severa de ameaça à extinção e indica o perigo real de extinção a curto prazo.
  • CR (criticamente em perigo): é a maior classificação de ameaça de extinção, especialmente às espécies silvestres.

Ainda segundo este estudo, foram identificadas 1.173 espécies, sendo que o maior grupo é o dos peixes continentais. Vamos agora conhecer um pouco mais sobre alguns destes animais em extinção no Brasil. Notem que entrem parênteses informamos a categoria de ameaça conforme descrita acima para que você possa saber qual o grau de ameaça de extinção a qual pertence o animal.

Animais em Extinção no Brasil
Animais em Extinção no Brasil

Peixe-boi-da-Amazônia, Trichechus inunguis (VU)

O peixe boi da Amazônia tem cor cinza e uma mancha branca no peito ou várias marcas brancas no peito e abdômen. Seu corpo é coberto com pelos finos e seus lábios superiores e inferiores são cobertos com cerdas grossas. Tem duas mamárias axilares, ou seja, embora tenha peixe no nome, ele é mesmo um mamífero! O maior peixe-boi registrado foi um macho de 2,8m de comprimento. É encontrado na Bacia Amazônica do Brasil, Colômbia, Equador, Guiana e Peru.

Peixe-boi-da-Amazônia
Peixe-boi-da-Amazônia

Macaco Muriqui-do-sul, Brachyteles arachnoides (EN)

Este é o maior macaco sul-americano, com machos pesando entre 15 kg e fêmeas com cerca de 12 kg. O comprimento da cabeça e do corpo foi relatado como 780 mm, e a cauda tem aproximadamente o mesmo comprimento. Quando são vistos pendurados pelos braços, medem cerca de 1,5 metro de altura. O muriqui-do-sul vive no sudeste do Brasil, variando da Bahia, no norte, até São Paulo, no sudeste. Eles vivem em solos remanescentes da mata atlântica.

Macaco Muriqui-do-sul
Macaco Muriqui-do-sul

Rato-sauiá, Phyllomys unicolor (CR)

Este roedor, também conhecido como rato-da-árvore, é um mamífero da família Chimyidae, dos ratos-de-espinhos, e habita o nordeste do Brasil. Em 2017 foi encontrado um espécime de rato-sauiá no sul da Bahia. Os relatos remanescentes são de que sua última aparição foi em 1824. Veja como este roedor é realmente raro! Segundo os cientistas este ratinho, além de ser muito difícil de ser encontrado, se alimenta de folhas, então não é tarefa fácil enganá-lo com iscas! Seu aparecimento, no entanto foi muito comemorado após 180 anos sem registros deste roedor que estava classificado anteriormente como extinto.

Rato-sauiá
Rato-sauiá

Jaó-do-sul, Crypturellus noctivagus noctivagus (VU)

É uma espécie de ave encontrada em habitats arborizados e arbustivos no leste do Brasil tropical e subtropical. Este pássaro superficialmente parecido com codornas tem uma plumagem marrom-acinzentada e duas subespécies facilmente separadas. Esta espécie tem aproximadamente 28 a 31 cm de comprimento. As suas partes superiores são cinzentas e a parte inferior das costas e as asas são barradas de preto; o pescoço e a parte superior da mama são acinzentados e a parte inferior da mama é ruiva e a barriga é esbranquiçada.

Jaó-do-sul
Jaó-do-sul

Baleia-franca, Eubalaena australis (EN)

Também conhecida como baleia franca austral (Eubalaena australis), esta baleia é uma espécie de cetáceo da família Balaenidae do hemisfério sul e no Brasil é encontrada em períodos de reprodução. Seu comprimento é em média de 13 a 15 metros para o macho e em torno de 16 metros para o feminino. Nascem com 3 a 5 metros, do focinho até a cauda. Seu peso oscila 40 toneladas (peso adulto). A caça predatória desses espécimes a colocou em perigo de extinção e os relatos demonstram que sua caça desde meados do século XIX vem reduzindo sua população assustadoramente, chegando a 90% deste total.

Baleia-franca
Baleia-franca

Bagrinho-do-tietê, Heptapterus multiradiatus Ihering (CR)

Esta é uma espécie de peixe com nadadeiras similares aos da família do bagre de antena (Heptapteridae). O Heptapterus multiradiatus é um peixe de água doce e vive nas áreas do rio tropical brasileiro Tietê. O comprimento máximo medido das espécies de peixes é de 9,6 centímetros. Este é o caso típico em que a degradação do habitat natural da espécie contribui consideravelmente para a ameaça de extinção.

Bagrinho-do-tietê
Bagrinho-do-tietê

Maitaca-de-barriga-azul, Pionus reichenowi Heine (VU)

É um pássaro da família Psittacidae de cabeça e pescoço azuis mais escuros e barriga verde. Tem uma marca grande vermelho-amarelada e uma pequena marca vermelha brilhante na mandíbula superior. Possui asas extensivamente e brilhantemente em tom de dourado-bronze. Sua distribuição é notada no Brasil de Alagoas ao Espírito Santo e (possivelmente extinta) no Rio de Janeiro.

Maitaca-de-barriga-azul
Maitaca-de-barriga-azul

Piracanjuba, Brycon orbignyanus (EN)

É um peixe de rio da família Characidae e uma espécie migratória. A fêmea é maior e atinge cerca de 8-10 kg de peso máximo, enquanto o macho é menor, com 3.5 kg de peso. Possui uma bela silhueta, lembrando uma carpa por suas barbatanas de intensa cor laranja (quase vermelha). O corpo, escamoso, oblongo, é prateado e as costas são escuras. Sua abertura branquial é desproporcional ao tamanho de sua cabeça pequena. Ele se reproduz entre dezembro a janeiro e alimenta-se de frutas, restos orgânicos, sementes e outros vegetais.

Piracanjuba Peixe
Piracanjuba Peixe

Rato-candango, Juscelinomys candango (CR)

O rato Juscelinomys candango é um mamífero roedor da família Muridae cuja espécie existe somente no Brasil, atualmente no Parque Zoobotânico do Distrito Federal. O único registro foi feito em 1960, momento em que a capital Brasília estava sendo construída. Por este motivo, o nome científico da espécie Juscelinomys candango foi uma homenagem ao então presidente da República Juscelino Kubitschek. A espécie possui cauda bastante grossa e coberta de pelos e tem hábito de escavar pequenos ninhos onde armazena sua alimentação.

Rato-candango
Rato-candango

Ariranha, Pteronura brasiliensis (VU)

A ariranha é  um mamífero carnívoro que vive em rios, lagos e riachos de água doce lênticos. Ocasionalmente, eles são vistos em canais agrícolas e reservatórios de pequenas represas, embora prefiram margens de rios levemente inclinadas e áreas isoladas com vegetação saliente. O Pteronura brasiliensis é encontrado em toda a Amazônia e sistemas do rio da Prata, que vão desde o leste da Cordilheira dos Andes no norte da Argentina ao norte da Venezuela e Colômbia.

Ariranha
Ariranha

Bodó-seda, Ancistrus minutus (EN)

Esta espécie de peixe é da família Loricariidae, na ordem Siluriformes. Os machos maduros e por vezes as fêmeas têm tentáculos macios (crescimentos carnudos) no focinho – isto é único no gênero Ancistrus. Os machos também possuem estes tentáculos moles na cabeça. Atingem o tamanho médio de 57 mm. Estão presentes na Ámérica do Sul: afluentes do Alto Tocantins em Goiás a montante da barragem de Serra da Mesa, na Amazônia, Baixo Amazonas, Tocantins, Alto Tocantins.

Bodó-seda
Bodó-seda

Pato-mergulhão, Mergus octosetaceus (CR)

O pato-mergulhão é uma espécie de ave anseriforme da família Anatidae presente na América do Sul. Como seu nome indica, este pato mergulha rapidamente e gosta de ficar sobre as rochas acima da água. Possui corpo alongado e se assimila ao biguá (Phalacrocorax brasilianus). Tem uma longa crista nucal, pescoço fino, a cabeça preta, o dorso marrom-escuro e um grande espelho de asas brancas, que são mais notáveis durante o voo. Tem uma barriga coberta por uma cor castanha. Seu bico preto longo é fino e suas pernas são avermelhadas. Como indicado pela sigla, esta espécie está criticamente em perigo e suas populações foram diminuídas em função da contaminação dos rios e destruição da floresta e pela agricultura. Atualmente existem somente cerca de 250 casais.

Pato-mergulhão
Pato-mergulhão

Ararajuba, Guaruba guarouba (VU)

A ararajuba ou Arara guaruba, periquito-dourado ou periquito-amarelo é uma espécie de ave psitaciforme da família Psittacidae, presente somente no Brasil. Quando adulta atinge cerca de 34 cm de comprimento e peso de cerca de 270g. Tem uma coloração amarela na maior parte do corpo, desde a cauda até as asas, com exceção das suas extremidades onde possui cor de um tom verde escuro. Tem um bico forte e grosso, também de cor amarela, mas cercado pela cor branca em torno. Suas pernas são rosadas e seus olhos são marrom escuro e possuem cor branca ou rosada ao redor dos olhos. De acordo com os registros há somente uma população de 213 casais dispersos em diferentes zoológicos.

Ararajuba
Ararajuba

Coatá-da-testa-branca, Ateles marginatus  (EN)

O coatá-da-testa-branca é uma espécie de mamífero primata da família Atelidae. Embora vivam em grupos de 20 a 30 integrantes, eles não são comumente vistos em grupo, sendo mais provável avistá-los em grupos de 2 a 4 quando estão se alimentando ou em descanso. Atingem a maturidade sexual a partir dos 4 ou 5 anos de idade e dão à luz um único filhote. Os intervalos entre os nascimentos podem durar entre 28 e 30 meses na natureza. Eles vivem ao sul do rio Amazonas, entre o rio Tapajós e seu afluente, o rio Teles Pires e o rio Xingú.

Coatá-da-testa-branca
Coatá-da-testa-branca

Jacupemba, Penelope superciliaris alagoensis (CR)

Penelope superciliaris é uma espécie de ave da família Cracidae, que inclui as chachalacas, jacus e mutuns. Encontra-se nas regiões áridas do nordeste do Brasil, na caatinga, bem como no sudeste do Brasil. Também é encontrada no pantanal e o sudeste adjacente da Bacia Amazônica e no leste do Paraguai com extremo nordeste da Argentina e leste da Bolívia no Pantanal. Os seus habitats naturais são: florestas subtropicais ou tropicais úmidas de baixa altitude e matagal subtropical ou tropical seco. Em cativeiro é encontrado no Rio de Janeiro em lugares como o Jardim Botânico e na Floresta da Tijuca adjacente.

Jacupemba
Jacupemba

Tamanduá-bandeira, Myrmecophaga tridactyla, (VU)

Os tamandu-bandeira é uma espécie de tamanduá gigante e são bastante distintos morfologicamente. O focinho é longo (até 45 cm de comprimento) e o crânio é aerodinâmico com pequenos olhos e orelhas. A cauda é grande e espessa e é quase tão longa quanto o corpo. Usam uma variedade de habitats, incluindo pântanos, florestas e pastagens. Eles escolhem áreas isoladas e cobertas para dormir e são encontrados na América Central e do Sul, do sul de Belize e Guatemala ao norte da Argentina. A maior ameaça à sua existência é a destruição do seu habitat natural.

Tamanduá-bandeira
Tamanduá-bandeira

Macaco-barrigudo, Lagothrix cana cana (EN)

O Lagothrix cana  é um mamífero primata da família Atelidae. Constitui uma das quatro espécies do gênero Lagothrix e vive no Brasil, Bolívia e Peru. Existe uma subespécie, a L. c. O tschudii, que no Brasil, é presente ao sul da Amazônia entre os rios Juruá Tapajós e Juruena. A pelagem dessa espécie tem uma tonalidade mais clara, o que indica uma nova subespécie. Na Lista Vermelha da IUCN, desde 2008, a espécie é considerada em perigo de extinção porque se presume uma diminuição de 50% nos últimos 45 anos (três gerações) devido ao desmatamento e à caça.

Macaco-barrigudo
Macaco-barrigudo

Aracuã, Ortalis guttata remota (CR)

O Aracuã é uma ave da família Cuculidae que mede de 42 a 53 centímetros de comprimento e pesa cerca de 620 gramas. Tem o bico tem tom de preto amarronzado, o dorso marrom-castanho e a barriga de cor cinza.  O peito possui manchas claras como escamas e em sua longa cauda despontam lindas penas de tom marrom-avermelhadas. A zona da face é acinzentada e não possui  penas. Suas patas são curtas e amareladas. Essa espécie de ave é presente no Sul da Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Região Amazônica, e a parte norte do Rio de Janeiro. Sua presença se estende até a Nicarágua à Bolívia.

Aracuã
Aracuã

Preguiça-de-coleira, Bradypus torquatus (VU)

É comumente chamada de preguiça de três dedos do gênero Scaeopus. O Bradypus torquatus é uma espécie em extinção que não se adapta às configurações do zoológico em cativeiro. Espécies do gênero Bradypus têm o pelo com um tom esverdeado, que é devido ao crescimento de algas. Seu pelo cresce das patas traseiras em direção à cabeça e este padrão único de crescimento ajuda a acomodar seu estilo de vida invertido, liberando água da pele, já que as preguiças são mamíferos arborícolas estritos que passam a maior parte do seu tempo em uma posição suspensa.

Preguiça-de-coleira
Preguiça-de-coleira

Mico-leão-dourado, Leontopithecus rosalia (EN)

O mico-leão-dourado possui um tamanho entre 200 e 366 mm de comprimento e sua cauda possui entre 315 e 400 mm. Não há dimorfismo sexual, ou seja, não há diferenças físicas entre machos e fêmeas. Têm cabeças pequenas e arredondadas, adornadas com uma juba espessa e dourada na coroa, bochechas, garganta, orelhas e ombros. O mico-leão-dourado é um dos mais raros de todos os mamíferos na natureza, se não o mais raro. É certamente um dos mais severamente ameaçados no Brasil, mas também de todos os primatas do mundo.

Mico-leão-dourado
Mico-leão-dourado

Mutum-pinima, Crax fasciolata pinima (CR)

O mutum-pinima é uma ave criticamente ameaçada, já que sua área altamente limitada está localizada na parte mais desmatada da Amazônia.  Assim como seu parente, o mutum alagoano, foi considerado extinto na natureza (embora com apenas cinco indivíduos em cativeiro) por muitos anos devido ao seu habitat vital sendo destruído. Após um longo tempo (40 anos) sem aparições, ele foi recentemente descoberto em uma reserva no Distrito Federal.

Mutum-pinima
Mutum-pinima

Tatu-canastra, Priodontes maximus  (VU)

O Priodontes maximus é facilmente distinguido de outros tatus devido ao seu enorme tamanho. Na maioria dos casos, pesa mais de 26 kg e mede entre 832 e 960 mm. Outra característica reconhecível é a sua garra central alargada, muito parecida com a de outro tamanduá gigante,o  Myrmecophaga tridactyla.

Tatu-canastra
Tatu-canastra

Guigó, Callicebus coimbrai (EN)

O Guigó de Coimbra ou o sagui-de-Coimbra (Callicebus coimbrai) é um mamífero primata das florestas dos estados brasileiros da Bahia e Sergipe. É considerado um dos primatas mais ameaçados dos neotrópicos. Seu nome foi atribuído em homenagem ao primatólogo e biólogo Adelmar F. Coimbra-Filho, fundador do Centro de Primatas do Rio de Janeiro. A característica externa mais característica do guimó de Coimbra e de outros membros do grupo personatus é a sua testa, coroa e orelhas de cor preta, bem como um padrão de cor semelhante às zebras na parte anterior das costas.

Guigó de Coimbra
Guigó de Coimbra

Uru, Odontophorus capueira plumbeicollis (CR)

O uru(Odontophorus capueira) é uma espécie de ave da família Odontophoridae, encontrada nas florestas do leste do Brasil, tanto na floresta seca, como florestas de araucária e na Mata Atlântica e em clareiras adjacentes. Considerado ameaçado no estado de Minas Gerais e praticamente extinto nas terras baixas do Rio de Janeiro. Possui pouca informação disponível, mas há registros de que sua população total seja inferior a 50.000 aves e tende a diminuir.

Uru
Uru

Anta, Tapirus terrestris (VU)

Antas brasileiras preferem florestas tropicais montanhosas, mas também estão presentes em pântanos e florestas de terras baixas. Podem ser encontradas a partir do nível do mar até 4500 metros de altitude. São escaladores de montanhas adeptos e às vezes criam caminhos para corpos d’água maiores. Elas preferem viver perto da água, especialmente rios, e são nadadores confortáveis.

Anta
Anta

Tuco-tuco, Ctenomys lami (EN)

Ctenomys lami é uma espécie de mamífero roedor da família Ctenomyidae. É presente na área no estado do Rio Grande do Sul no sul. Seu habitat está nas proximidades de dunas de areia. A espécie está ameaçada pela urbanização e pela conversão de seu habitat em áreas agrícolas.

Tuco-tuco
Tuco-tuco

Albatroz-gigante, Diomedea exulans (CR)

Todas as subespécies de albatrozes errantes têm asas extremamente longas (com uma média de pouco mais de 3 metros), cobertas de penas brancas e notas cor-de-rosa por baixo das asas. A plumagem do corpo adulto varia de branco puro a marrom escuro, e as asas variam de totalmente negras a uma combinação de preto com coberturas brancas e escapulários. Os albatrozes errantes nidificam em áreas abrigadas em planaltos, cordilheiras, planícies ou vales.

Albatroz-gigante
Albatroz-gigante

Cervo-do-pantanal, Blastocerus dichotomus  (VU)

O Blastocerus dichotomus é o maior cervo sul-americano, reconhecível em parte por seus grandes chifres. O comprimento do corpo da cabeça é geralmente inferior a dois metros, com altura do ombro de 1,0 a 1,2 metros. A pelagem é marrom avermelhada no verão, tornando-se marrom mais escuro no inverno. Os cervos do pântano preferem o solo pantanoso com água parada e vegetação densa. Eles também usam savanas inundadas durante a estação chuvosa, mas ficam perto de densas plantações de juncos ou vegetação semelhante perto de água permanente durante a estação seca. O cervo-do-pantanal sofreu com a caça descontrolada e destruição de habitat, resultando em populações pequenas e fragmentadas.

Cervo-do-pantanal
Cervo-do-pantanal

Pica-pau-cara-de-canela, Dryocopus galeatus (VU)

Celeus galeatus é uma espécie de ave da família Picidae. Foi registrado do nordeste da Argentina, sudeste do Brasil e leste do Paraguai. O seu habitat é floresta subtropical ou tropical húmida de baixa altitude e floresta tropical úmida subtropical ou tropical. Está ameaçado pela perda de habitat. Este pica-pau foi classificado como vulnerável na rede da IUCN, já que grande parte do seu habitat foi afetado pelo desmatamento e, embora seja encontrado em uma grande área, não é comum em nenhum lugar. Sua população é estimada em menos de 10.000 aves adultas. A remoção da floresta levou-a a desaparecer de grande parte do seu alcance. Entre outros, uma população está confirmada para existir no Parque Nacional do Iguaçu.

Pica-pau-cara-de-canela
Pica-pau-cara-de-canela

Boto-cinza, Sotalia guianensis (VU)

O boto-cinza (Sotalia guianensis) é um pequeno golfinho sul-americano que é frequentemente confundido com o tucuxi (Sotalia fluviatilis). De fato, essas duas espécies foram recentemente separadas taxonomicamente porque são duas espécies geneticamente diferentes. Os dados coletados sobre esta espécie ainda são bastante limitados, dada a recente mudança de taxonomia, portanto, a informação não é abrangente. É também conhecido como o golfinho estuarino. O boto-cinza habita as águas do leste da América do Sul e da América Central, do norte da Nicarágua ao estado de Santa Catarina, no sul do Brasil. Está, portanto, presente no Oceano Atlântico Ocidental, incluindo algumas regiões do Mar do Caribe, o Rio Amazonas e seus afluentes. Neste sentido, existem dois tipos: um na bacia amazônica e outro exclusivamente marinho. Ela habita águas costeiras, baías, estuários e áreas rasas do rio e seus afluentes, assim como seu delta, desde que a água seja rasa.

Boto-cinza
Boto-cinza

Gavião-de-pescoço-branco, Leptodon forbesi (EN)

Esta espécie foi descrita pela primeira vez a partir de um único espécime obtido em 1880 no estado de Pernambuco, no nordeste do país. Por mais de meio século, foi considerado uma variante do seu parente próximo ao papagaio de cabeça cinza, Leptodoncayanensis. O gavião de colarinho branco tem 49-50 cm de comprimento e 550-580gr de peso. O adulto tem uma cabeça branca com pescoço branco, partes superiores pretas, partes inferiores brancas e uma cauda cinza com uma faixa subterminal muito larga e preta e ponta esbranquiçada. É muito semelhante ao papagaio de cabeça cinzenta mais difundido (L. cayanensis) e foi frequentemente incluído no mesmo gênero como uma subespécie.

Gavião-de-pescoço-branco
Gavião-de-pescoço-branco

Pardela-de-asa-larga, Puffinus lherminieri (CR)

O Puffinus lherminieri é uma espécie de ave da família Procellariidae. Às vezes conhecida como cagarra, o nome específico homenageia o naturalista francês Félix Louis L’Herminier. Possui um tamanho médio de 30 cm de comprimento e pesam cerca de 170gr. A envergadura é de 64 a 72 centímetros e sua cauda tem cerca de 8,5 centímetros de comprimento.  No Brasil está presente no Espírito Santo e Fernando de Noronha.

Pardela-de-asa-larga
Pardela-de-asa-larga

Guariba-de-mãos-ruivas,  Alouatta belzebul  (VU)

São uma das espécies menos estudadas de todos os macacos bugios. Como seu nome comum sugere, macacos-de-mãos-ruivas têm mãos avermelhadas, embora alguns pareçam mais amarelos. A pelagem do restante do corpo varia de preto a avermelhado profundo ou amarelado. Estes macacos são encontrados em habitats de floresta mista da Amazônia brasileira, muitas vezes desde o dossel até o solo. A IUCN afirma que seus habitats vão desde a floresta de várzea de Marajó às florestas tropicais da Amazônia e a partes do norte da Mata Atlântica.

Guariba-de-mãos-ruivas
Guariba-de-mãos-ruivas

Maçarico-rasteirinho, Calidris pusilla (EN)

Os maçaricos-rasteirinhos são aves costeiras de tamanho pequeno com cerca de 13 a 15 cm de comprimento, pesando entre 21 e 32 g. Eles têm pernas pretas e contas tubulares retas que são pretas ou de cores escuras. A envergadura é de 29 centímetos. A plumagem difere entre jovens, adultos reprodutores e não-germinadores. Eles selecionam habitats abertos e adequados para a reprodução de exposições e raspagem de ninhos. Eles são encontrados correndo ao longo das costas arenosas, sondando a areia solta em busca de invertebrados. Embora sejam encontrados no hemisfério norte (Canadá e Norte dos EUA), estas aves são migratórias e são capazes de voos longos de 3.000 a 4.000 quilômetros vindo parar na América do Sul.

Maçarico-rasteirinho
Maçarico-rasteirinho

Gato do mato, Leopardus tigrinus (VU)

O gato do mato é um dos menores gatos selvagens da América do Sul. Eles variam em massa de 1,5 kg a 3 kg. Os machos são ligeiramente maiores que as fêmeas e podem pesar até 3 kg, enquanto as fêmeas geralmente pesam entre 1,5 e 2,0 kg. Os machos possuem comprimento do corpo de 805 a 830 mm, com comprimento de cauda variando de 317 a 360 mm. As fêmeas variam em comprimento de 763 a 780 mm, com comprimento de cauda variando de 270 a 305 mm. O Leopardus tigrinus é encontrado principalmente na América do Sul, com uma pequena população ocorrendo também intermitentemente na América Central. Pode ser encontrada ao norte até a Costa Rica e até o extremo sul da Argentina. Sua extensão geográfica se estende por todo o Brasil e as Guianas.

Gato do mato
Gato do mato

Macaco-aranha, Ateles belzebuth (VU)

O macaco-aranha é um primata pertencente à família Atelidae que possui cauda preênsil. Outra característica distintiva dessa espécie é que o lado dorsal do animal pode variar de preto a escuro ou marrom claro, enquanto o lado ventral é marrom pálido a branco. Macacos-aranha estão presentes nas florestas tropicais do norte da América do Sul. Eles vivem nos níveis mais altos das florestas e podem ser encontrados a uma altitude máxima de 1.800 m. Estes macacos são encontrados na porção nordeste da Amazônia na América do Sul assim como na Colômbia, Venezuela, Peru, Equador.

Macaco-aranha
Macaco-aranha

Mãe-da-lua-parda, Nyctibius aethereus aethereus  (EN)

O nictibio de cauda longa (Nyctibius aethereus), também conhecido como urutau de bico azul e de peito azul e mãe-da-lua-parda é uma espécie de ave caprimuliforme da família Nyctibiidae que vive na América do Sul. Está presente na Amazônia, em algumas partes do cerrado e na costa litorânea que vai do sudeste ao nordeste brasileiro.

Mãe-da-lua-parda
Mãe-da-lua-parda

Jacamim-de-costas-escuras, Psophia obscura (CR)

O jacamim-de-costas-escuras é uma ave que possui uma coloração verde escuro a marrom escuro. É presente ao sul do Rio Amazonas, a leste do rio Tocantins até Buriticupu no oeste do estado do Maranhão. Existem poucas fontes a respeito desta ave que é criticamente ameaçada de extinção. Entre as ameaças diretas atribuídas a esta espécie pela IUCN estão a caça predatória e o aumento da área cultivada para agricultura, que destrói o habitat natural desta espécie.

Jacamim-de-costas-escuras
Jacamim-de-costas-escuras

Lobo-guará, Chrysocyon brachyurus (VU)

O Chrysocyon brachyurus é um animal impressionante. O maior de todos os canídeos sul-americanos tem quase um metro de altura no ombro e um longo casaco vermelho-dourado. O comprimento da cabeça e do corpo de 1245 a 1320mm e comprimento da cauda de 280 a 405mm. As pernas longas e finas, que podem servir para ajudar o lobo-guará a ver acima da grama alta são de cor vermelha a preto em suas partes mais baixas. A parte anterior da cabeleira erétil dos pelos compridos também é preta.

O corpo é estreito e as orelhas são grandes e eretas. A dentição do lobo-guará reflete seus hábitos alimentares. Este animal não mata ou come presa grande, seus dentes superiores são reduzidos, seus incisivos superiores são fracos e seus caninos são longos e delgados. É brachyurus é encontrado em pastagens, savana, floresta de arbustos secos, áreas pantanosas, habitat de borda florestal e áreas fluviais. A destruição de habitats (incluindo a queimada anual de suas pastagens), a perseguição de avicultores furiosos, a caça por esporte e a captura ao vivo são fatores que ameaçam o lobo-guará.

Lobo-guará
Lobo-guará

Beija-flor-de-costas-violetas, Thalurania watertonii (EN)

O Thalurania watertonii é uma espécie de beija-flor da família Trochilidae. É presente em áreas de florestas úmidas ao nordeste do Brasil, que vão de Salvador a João Pessoa. Segundo a IUCN sua população é de 1000 a 2500 e os fatores de sua ameaça de extinção se devem a: degradação do habitat natural pelo avanço da pecuária, abertura de estradas e ferrovias, extração de madeira e uso de recursos biológicos.

Beija-flor-de-costas-violetas
Beija-flor-de-costas-violetas

Maçarico-de-costas-brancas, Limnodromus griseus (CR)

O Limnodromus griseus é uma ave migratória da família Scolopacidae. Migra entre as Américas e Antilhas em habitats muito variados, que vão desde a tundra no norte até lagos e pântanos no sul, incluindo praias arenosas, costas lamacentas, manguezais, lagoas e terras úmidas de água doce. Eles abandonam completamente suas áreas de reprodução cobertas de neve durante o inverno do hemisfério norte e marcham para o sul, chegando da região do Caribe ao Brasil.

Maçarico-de-costas-brancas
Maçarico-de-costas-brancas

Gato-palheiro, Leopardus colocolo (VU)

As características físicas do Leopardus colocolo variam em toda a sua gama na América do Sul. Nos altos Andes é de cor cinza e tem listras avermelhadas que são quebradas em pontos. Na Argentina, o pêlo de L. colocolo é geralmente mais comprido e de cor amarelo-acastanhada com um padrão silenciado. Pelo longo também é típico para os indivíduos que vivem no Brasil, mas eles tendem a ser coloridos com faixas pretas em seus lados amarelo a laranja e suas partes inferiores laterais. Assim como a distribuição geográfica das espécies varia muito, o mesmo acontece com o habitat em que é encontrado. Ele pode ser encontrado em bosques abertos ou matagais, florestas nubladas, regiões desérticas frias e semi-áridas, pântanos baixos, várzeas e encostas montanhosas. As únicas regiões florestais que não foram encontradas habitando ao longo de sua extensão são as florestas tropicais de terras baixas e temperadas.

Gato-palheiro
Gato-palheiro

Perereca-de-bromélia, Xenohyla truncata (EN)

A perereca-de-bromélia é uma espécie de anfíbio da ordem Anura e família Hylidae. Os seus habitats naturais são matagais úmidos subtropicais ou tropicais e pântanos de água doce intermitentes. Este sapo é único entre os anfíbios, pois é o único sapo que come frutos no mundo, e este hábito faz parte do maior consumo de sua dieta, mas também se alimenta de plantas e pequenos artrópodes. Está classificado como em perigo de extinção pela perda de habitat.

Perereca-de-bromélia
Perereca-de-bromélia

Rolinha-do-planalto, Columbina cyanopis (CR)

O Columbina cyanopis é uma espécie de ave da família Columbidae. É endêmico da região central do Brasil. Seu habitat natural é a pastagem de várzea subtropical ou tropical. Está ameaçado pela perda de habitat. Os pesquisadores acreditavam que esta ave havia sido extinta desde que nenhum indivíduo havia sido visto na natureza desde 1941. No entanto, em 2016, 12 aves foram vistas em uma pequena área de fechamento em Botumirim, no estado de Minas Gerais.

Rolinha-do-planalto
Rolinha-do-planalto

Onça-pintada, Panthera onca  (VU)

Uma onça foi observada arrastando uma tartaruga marinha de 34 kg cerca de 91,5 metros na dentro de uma floresta. É um animal de muita força! Eles caçam atacando presa desavisada. As cores da camada base variam de amarelo pálido a marrom avermelhado, com manchas pretas em forma de roseta no pescoço, corpo e membros. A barriga é branca. Esses jaguares têm uma cor básica de preto com manchas pretas que geralmente são pouco visíveis contra o fundo preto. As onças-pintadas melanísticas são mais comuns em habitats florestais. As onças-pintadas são consideradas quase ameaçados pela IUCN. Muitas populações permanecem estáveis, mas as onças estão ameaçadas em todo o seu alcance por caça, perseguição e destruição de habitats. As onças-pintadas são perseguidas especialmente em áreas de pecuária, onde são frequentemente mortas à vista apesar da legislação de proteção.

Onça-pintada
Onça-pintada

Jacu-estalo, Neomorphus geoffroyi geoffroyi (CR)

O jacu-estalo ou ratazana verde ou cuco de avestruz de ventrirrufo (Neomorphus geoffroyi), é uma espécie de ave terrestre da família Cuculidae. Encontra-se em florestas úmidas primárias do sul da Nicarágua, através da Costa Rica e Panamá e no noroeste da Colômbia. Outra população é encontrada no oeste e sul da Bacia Amazônica  e na Mata Atlântica do leste do Brasil. Mede cerca de 51 cm de comprimento e pesa em média 350 g. A plumagem é marrom-escura nas partes superiores, com tons de verde nas asas e púrpura na cauda e crista e a lista post-ocular de enegrecida. O rosto é bronzeado. As partes inferiores são cloro marrom-acinzentado que gradualmente se torna bronzeado na barriga e opaco rufo no lado e flancos. Também apresenta uma faixa peitoral preta irregular. A íris é marrom. A conta é verde-amarelada e cinza na base. A pele orbital é cinza ardósia.

Jacu-estalo
Jacu-estalo

Cambeva-do-tietê, Trichomycterus paolence (EN)

As espécies de Trichomycterus habitam uma diversidade de habitats em toda a América do Sul e Central, desde a Costa Rica no norte, até a Patagônia ao sul, e das florestas tropicais da Mata Atlântica, no leste, até os córregos dos Andes. Várias espécies do gênero habitam várias regiões em altas altitudes no oeste da Argentina e nessas regiões, os indivíduos dessas espécies são um dos poucos peixes que vivem em cursos d’água de grande altitude, se não os únicos. Cerca de 60 espécies são endêmicas das bacias hidrográficas que banham os Andes e as colinas do escudo das Guianas e aproximadamente 30 são endêmicas das bacias dos rios do escudo do Brasil.

Cambeva-do-tietê
Cambeva-do-tietê

Guigó da caatinga, Callicebus barbarabrownae (CR)

O sagui-do-mar (Callicebus barbarabrownae) é uma espécie de primata platirrino endêmico do Brasil. Neste país vive nos estados da Bahia e Sergipe, aproximadamente entre 240 e 900 metros acima do nível do mar, desde a bacia do rio Paraguaçu até a fronteira entre o estados da Bahia e Sergipe ao longo da margem do rio Real. Na Lista Vermelha da IUCN, a espécie é considerada criticamente ameaçada devido à sua população muito pequena, estimada em menos de 250 indivíduos maduros em estado selvagem, que é severamente fragmentada em subpopulações que não excedem 50 animais, que continuam em declínio devido ao desmatamento progressivo.

Guigó da caatinga
Guigó da caatinga

Caiarara, Cebus Kaapori (CR)

Macaco-prego Cebus Kaapori é um macaco-prego endêmico no norte do Brasil, chamada cairara. Esta espécie é encontrada nos estados brasileiros do Pará e Maranhão. Anteriormente era considerada uma subespécie da capuchinha única crybaby (Cebus olivaceus), mas novos estudos permitiram a ser elevado para a situação das espécies. Este primata é endêmica no norte do Brasil, em uma área total de cerca de 15 000 km², na extremidade oriental das altas planícies da selva da Amazônia. A sua distribuição é bastante conhecida: habita a leste baixo rio Tocantins para a margem direita do rio Grajaú, no Maranhão, no nordeste do Estado do Pará, a leste com os alcances médios do Pindaré rio ao rio Grajaú e até mesmo o norte do estado do Maranhão.

Caiarara
Caiarara

Soldadinho do Araripe, Antilophia bokermanni (CR)

O soldadinho de Araripe é uma ave bastante grande e altamente distinta que só foi descoberta em 1996. Ele é conhecido apenas de uma pequena área florestal em vales ao longo do Planalto do Araripe, no Ceará. Sua população conhecida é de apenas 800 espécimes e é seriamente afetada pelo desmatamento. O macho assemelha-se a uma versão em grande parte branca do Manakin de capacete (A. galeata) do Brasil central e compartilha a crista vermelha brilhante, a coroa e o manto dessa espécie. A fêmea é cinza opaca, mas retém alguma aparência de uma crista acima da nota. Há muito pouca informação disponível sobre a história de vida desta espécie, mas aparentemente se alimenta de pequenos frutos e ninhos sobre riachos.

Soldadinho do Araripe
Soldadinho do Araripe

Animais em extinção no mundo

Continuaremos nossa rota de conhecimento agora em direção ao restante do mundo, onde mais de 27.000 espécies  ameaçadas de extinção no mundo segundo dados do IUCN. Isso representa cerca de 27% de toda fauna mundial que se tem registro. O encolhimento do habitat, a exploração dos recursos naturais, as mudanças climáticas e a poluição são os principais causadores da perda de espécies e ameaçam mais de 40% dos anfíbios, 33% dos recifes de corais e mais de um terço dos mamíferos marinhos extintos.

Assim como as mudanças climáticas, os seres humanos são os principais culpados pelos danos à biodiversidade, 75% da terra e 66% dos ecossistemas marinhos desde a era pré-industrial. O impacto do crescimento populacional e a crescente demanda mais do que dobraram nos últimos 50 anos e o produto interno bruto por pessoa é quatro vezes maior. Mais de um terço das terras do mundo e 75% dos suprimentos de água doce são usados para a produção agrícola ou pecuária.

Animais em extinção no mundo
Animais em extinção no mundo

Vamos relembrar as siglas que identificam o grau de classificação de ameaça a cada espécie:

  • VU (vulnerável)
  • EN (em perigo)
  • CR (criticamente em perigo)

Leopardo de Amur, Panthera pardus orientalis (CR)

As pessoas costumam pensar em leopardos nas savanas da África, mas no extremo oriente da Rússia, uma subespécie rara se adaptou à vida nas florestas temperadas que compõem a parte mais ao norte do alcance das espécies. Semelhante a outros leopardos, o leopardo Amur pode correr a velocidades de até 37 quilômetros por hora. Este animal incrível foi relatado para saltar mais de 19 pés na horizontal e até 10 pés na vertical. O leopardo de Amur é solitário, e mesmo forte ele se esconde na inacabada mata para não confrontar outros predadores. Há relatos de que alguns machos doentes ficam com as fêmeas após o acasalamento e podem até ajudar na criação dos filhotes. Eles vivem por cerca de 10-15 anos, o que pode chegar a 20 anos em cativeiro. O leopardo de Amur é também conhecido como o leopardo do Extremo Oriente, o leopardo manchuriano ou o leopardo coreano.

Leopardo de Amur
Leopardo de Amur

Mabeco, Lycaon pictus (EN)

O cão selvagem ou mabeco como também é conhecido, é um dos mamíferos mais ameaçados do mundo. As maiores populações estão localizadas na África Austral e na parte sul da África Oriental (especialmente na Tanzânia e norte de Moçambique). Possuem comportamento de cães selvagens e são sociais, reunindo-se em grupos de cerca de dez integrantes, porém alguns grupos chegam a mais de 40 indivíduos. O mabeco é um predador oportunista que caça ruminantes de porte médio, como as gazelas. Em uma caçada, esses cães selvagens africanos podem atingir velocidades de mais de 44 quilômetros por hora. Seu habitat natural são as florestas e regiões desérticas.

Mabeco
Mabeco

Elefante africano, Loxodonta africana (VU)

O elefante africano é o maior animal que caminha na Terra. Seus rebanhos vagam por 37 países no continente africano. Eles são facilmente reconhecidos pelo seu tronco que é usado para comunicação e manipulação de objetos. E suas orelhas grandes permitem que irradiem o excesso de calor. Os dentes incisivos superiores se desenvolvem em presas em elefantes africanos e crescem ao longo da vida. Existem duas subespécies de elefantes africanos – o elefante da savana (ou do mato) e o elefante da floresta. Os elefantes das savanas são maiores que os elefantes da floresta e suas presas curvam-se para fora. Além de menores, os elefantes da floresta são mais escuros e suas presas são mais retas e apontam para baixo. Há também diferenças no tamanho e na forma do crânio e do esqueleto entre as duas subespécies.

Elefante africano
Elefante africano

Rinoceronte negro, Diceros bicornis (CR)

Embora a cor dos rinocerontes negros possa variar de marrom-amarronzado a marrom-escuro, a cor geral é cinza. A cor específica da pele depende das condições do solo dentro do habitat de cada indivíduo. A pele é nua ou sem pelos, com exceção de pelos curtos e franjados nas orelhas curtas e arredondadas. Em média, os rinocerontes-negros têm uma altura de ombro entre 1,4 e 1,8 m, um comprimento de cabeça e corpo entre 3 e 3,75 m, e um peso entre 800 e 1400 kg. Os rinocerontes negros vivem em vários habitats que variam de desertos a pradarias tropicais e subtropicais. Eles também estão presentes nas florestas africanas, especialmente em áreas onde pradarias e florestas se misturam. Rinocerontes negros geralmente ficam a 25 quilômetros de água.

Rinoceronte negro
Rinoceronte negro

Tigre de Bengala, Panthera tigris tigris (EN)

Os tigres de bengala têm a pelagem laranja avermelhado com faixas pretas verticais ao longo dos flancos e ombros que variam em tamanho, comprimento e espaçamento. Algumas subespécies têm pelo mais claro e algumas são quase completamente brancas com listras pretas ou marrom-escuras ao longo dos flancos e ombros. A parte inferior dos membros e barriga, peito, garganta e focinho são brancos ou claros. O tigres de bengala estão presentes na Ásia desde o leste da Turquia e o mar Cáspio, ao sul do planalto tibetano, até a Manchúria e o mar de Okhotsk. Tigres também foram encontrados no norte do Irã, no Afeganistão, no vale do Indo do Paquistão, Laos, Tailândia, Vietnã, Camboja, Malásia e nas ilhas de Java e Bali.

Tigre de Bengala
Tigre de Bengala

Panda Gigante, Ailuropoda melanoleuca (VU)

Esta criatura pacífica com uma distintiva pelagem preta e branca é adorada pelo mundo e considerada um tesouro nacional na China. Os pandas gigantes vivem principalmente em florestas de bambu no alto das montanhas do oeste da China, onde subsistem quase inteiramente de bambu. Eles devem comer de 26 a 84 libras todos os dias, uma tarefa formidável para a qual usam os ossos do pulso que funcionam como polegares opostos. Um panda recém-nascido tem aproximadamente o tamanho de um pedaço de manteiga mas pode crescer até 150 Kg quando adulto. Estes ursos são excelentes trepadores de árvores, apesar do seu volume.

Panda Gigante
Panda Gigante

Orangotango-de-Bornéu, Pongo pygmaeus (CR)

Os orangotangos de Bornéu têm pelagem vermelho-alaranjada e braços longos, que são vantajosos para viajar através do dossel. Os orangotangos de Bornéu agarram com os pés e as mãos, o que complementa sua vida arbórea. Os orangotangos de Bornéu são sexualmente dimórficos, com machos com altura e peso médios de 970 mm e 87 kg, respectivamente, e fêmeas com média de 780 mm e 37 kg, respectivamente. Os orangotangos de Bornéu (Pongo pygmaeus) são encontrados atualmente na ilha de Bornéu, no sudeste asiático, e geralmente habitam florestas tropicais pantanosas e montanhosas. Os orangotangos de Bornéu têm uma distribuição irregular em toda a ilha e estão completamente ausentes da região sudeste.

Orangotango-de-Bornéu
Orangotango-de-Bornéu

Furões-de-pata-negra, Mustela nigripes (EN)

Antes considerados extintos mundialmente, os furões de patas negras estão voltando. Nos últimos trinta anos, esforços combinados de muitas agências estaduais e federais, zoológicos, tribos nativas americanas, organizações conservacionistas e proprietários privados deram aos furões de patas negras uma segunda chance de sobrevivência. Hoje, os esforços de recuperação ajudaram a restaurar a população em quase 300 animais na América do Norte. Embora grandes avanços tenham sido feitos para recupera-los a perda de habitat e a doença continuam sendo a chave para essa espécie altamente ameaçada.

Furões-de-pata-negra
Furões-de-pata-negra

Tubarão-branco, Carcharodon carcharias (VU)

O grande tubarão branco é o maior peixe predatório conhecido no mundo. Tem 300 dentes, mas não mastiga sua comida. Os tubarões rasgam suas presas em pedaços do tamanho de uma boca que são engolidos inteiros. O corpo pesado do tubarão, em forma de torpedo, permite que ele passe por longos períodos de tempo e, de repente, muda para rajadas de alta velocidade em busca de presas – às vezes pulando para fora da água. Alimenta-se de um amplo espectro de presas, desde pequenos peixes, como alabote, até grandes focas e golfinhos.

Tubarão-branco
Tubarão-branco

Gorila Ocidental, Gorilla gorilla diehli (CR)

Esta subespécie do gorila ocidental é muito semelhante em aparência ao gorila de planície ocidental mais numeroso, mas diferenças sutis podem ser encontradas nas dimensões do crânio e do dente. Os gorilas ocidentais vivem em uma região povoada por muitos humanos que invadiram o território do gorila – derrubando florestas para a produção de madeira e criando campos para agricultura e pecuária. A caça ilegal também ocorre nas florestas, e a perda de alguns desses gorilas tem um efeito prejudicial em uma população tão pequena. Eles são endêmicos no Congo, na África.

Gorila Ocidental
Gorila Ocidental

Chimpanzé, Pan troglodytes (EN)

Como nós, os chimpanzés são animais altamente sociais, cuidam de seus filhos por anos e podem viver até os 50 anos. Na verdade, os chimpanzés são nossos primos mais próximos; nós compartilhamos cerca de 98% dos nossos genes. Em seu habitat nas florestas da África central, os chimpanzés passam a maior parte de seus dias no topo das árvores. Quando chegam à Terra, os chimpanzés costumam viajar de quatro, embora possam caminhar sobre suas pernas como seres humanos por até uma milha. Eles usam paus para pescar cupins de montículos e cachos de folhas para absorver água potável.

Chimpanzé
Chimpanzé

Hipopótamo, Hippopotamus amphibius (VU)

O hipopótamo, também conhecido como o “cavalo do rio”, vive ao longo dos rios e lagos em toda a África subsaariana. Pesando até 3600 Kg, o hipopótamo é o animal terrestre mais pesado depois do elefante. Os hipopótamos buscam refúgio do calor vivendo na água durante o dia e, à noite, comem em terra para se alimentar de gramas curtas e macias e frutas caídas. Os olhos e ouvidos de um hipopótamo estão no topo de sua cabeça, de modo que ele pode vigiar os inimigos – principalmente os crocodilos – enquanto está deitado na água. Esses gigantes estão atualmente em risco de perda de habitat.

Hipopótamo
Hipopótamo

Tartaruga-de-pente, Eretmochelys imbricata (CR)

Tartarugas-de-pente são nomeados por seu bico estreito e pontudo. Eles também têm um padrão distinto de escalas sobrepostas em suas conchas que formam uma aparência serrilhada nas bordas. Estas conchas coloridas e padronizadas as tornam altamente valiosas e comumente vendidas como “casco de tartaruga” nos mercados.

Tartaruga-de-pente
Tartaruga-de-pente

Pinguins de Galápagos, Spheniscus mendiculus (EN)

Os pinguins de Galápagos são pinguins razoavelmente pequenos, com uma média de apenas 53 cm de altura e variando em peso de 1,7 a 2,6 kg. O dimorfismo sexual existe, na medida em que eles são ligeiramente maiores que as fêmeas. Os pinguins de Galápagos são os menores membros do Spheniscus ou pinguins “com bandas”. Spheniscus mendiculus é encontrado nas Ilhas Galápagos, na costa oeste do Equador. É um residente durante todo o ano da maioria das 19 ilhas da cadeia de Galápagos. A maioria dos indivíduos é encontrada nas duas maiores ilhas de Fernandina e Isabela.

Pinguins de Galápagos
Pinguins de Galápagos

Iguana-marinha, Amblyrhynchus cristatus (VU)

Amblyhynchus cristatus é uma iguana cinzenta a negra com escamas dorsais em forma de pirâmide. Eles têm focinhos rombos mais curtos do que as iguanas terrestres e têm uma cauda levemente lateralmente comprimida. Os jovens têm uma faixa dorsal colorida mais clara. A iguana marinha habita as Ilhas Galápagos, que formam um arquipélago ao largo da costa da América do Sul. As Galápagos vulcânicas nunca foram conectadas a outra massa terrestre, por isso acredita-se que as iguanas raftingam sobre a água da América do Sul.

Iguana-marinha
Iguana-marinha

Tigre-malaio, Panthera tigris jacksoni (CR)

Os tigres malaios foram classificados como tigres da Indochina até que o teste de DNA em 2004 mostrou que eles eram subespécies separadas. Seu nome latino-Panthera tigris jacksoni homenageia Peter Jackson, o famoso conservacionista do tigre. Os tigres malaios são encontrados apenas na Península Malaia e no extremo sul da Tailândia.

Tigre-malaio
Tigre-malaio

Golfinho-do-rio-Ganges, Platanista gangetica gangetica, (EN)

Os golfinhos são uma das criaturas mais antigas do mundo, juntamente com algumas espécies de tartarugas, crocodilos e tubarões. O golfinho do rio Ganges foi oficialmente descoberto em 1801. Os golfinhos do rio Ganges viviam nos sistemas fluviais Ganges-Brahmaputra-Meghna e Karnaphuli-Sangu no Nepal, Índia e Bangladesh. Mas a espécie está extinta desde a maior parte de sua faixa inicial.

Golfinho-do-rio-Ganges
Golfinho-do-rio-Ganges

Urso-polar, Ursus maritimus (VU)

Os ursos polares são classificados como mamíferos marinhos porque passam a maior parte de suas vidas no gelo marinho do Oceano Ártico. Eles têm uma espessa camada de gordura corporal e um revestimento repelente de água que os isola do ar frio e da água. Considerados nadadores talentosos, eles podem sustentar um ritmo de seis mil por hora, remando com as patas dianteiras e segurando as patas traseiras como um leme.

Urso-polar
Urso-polar

Vaquita, Phocoena sinus (CR)

Esta espécie de boto é encontrada apenas no extremo norte do Golfo da Califórnia. Phocoena sinus são encontrados apenas em águas rasas, perto da costa. As vaquitas adultas têm tipicamente 1,2 a 1,5 m de comprimento, sendo as fêmeas ligeiramente maiores que os machos. Os jovens também têm manchas brancas nas barbatanas dorsais.

Vaquita
Vaquita

Panda-vermelho, Ailurus fulgens (EN)

Os pandas vermelhos têm aproximadamente 560 a 625 mm de comprimento, com caudas peludas relativamente longas, de 370 a 472 mm de comprimento. As caudas são marcadas com cerca de 12 anéis alternados, vermelho e amarelo, e não são preênseis. A cabeça é redonda, o rostro é encurtado e as orelhas são grandes, eretas e pontiagudas. Pelos longos e grosseiros cobrem o corpo, e o subpelo é macio, denso e lanoso. Os pandas vermelhos são encontrados em todas as montanhas do Himalaia, entre 2.200 e 4.800 metros de altitude no norte da Birmânia, no Nepal, na região de Sikkim, na Índia, e nos distritos de Sichuan e Yunnan, na China.

Panda-vermelho
Panda-vermelho

Saola, Pseudoryx nghetinhensis (CR)

O saola foi descoberto em maio de 1992 durante uma pesquisa conjunta conduzida pelo Ministério de Silvicultura do Vietnã e pelo WWF no centro-norte do Vietnã. A equipe encontrou um crânio com chifres longos e retos incomuns na casa de um caçador e sabia que era extraordinário. A descoberta provou ser o primeiro grande mamífero novo para a ciência em mais de 50 anos e uma das mais espetaculares descobertas zoológicas do século XX.

Saola
Saola

Atum-rabilho, Thunnus Thynnus (EN)

O atum-rabilho é o maior atum e pode viver até 40 anos. Eles migram por todos os oceanos e podem mergulhar mais de 3.000 pés. O atum rabilho é feito para a velocidade: construído como torpedos, tem barbatanas retráteis e seus olhos estão nivelados com o corpo. Eles são tremendos predadores a partir do momento em que eclodem, buscando cardumes de peixes como o arenque, a cavala e até as enguias. Eles caçam de vista e têm a visão mais afiada de qualquer peixe ósseo. Esta espécie de atum vive no triângulo dos Corais, que está nas Filipinas, Indonésia, Malásia, Papua Nova Guiné, Ilhas Salomão e Timor Leste.

Atum-rabilho
Atum-rabilho

Tartaruga-oliva, Lepidochelys olivacea (VU)

A tartaruga-oliva tem esse nome devido à cor da sua casca – uma tonalidade verde-oliva. Eles são atualmente os mais abundantes de todos são tartarugas. Seu status vulnerável vem do fato de que eles se aninham em um número muito pequeno de lugares e, portanto, qualquer distúrbio até mesmo um ninho poderia ter enormes repercussões em toda a população. Estão presentes no Recife Mesoamericano, África Oriental Litoral, Golfo da Califórnia e Triângulo dos Corais.

Tartaruga-oliva
Tartaruga-oliva

Tigre do sul da China, Panthera tigris amoyensis (CR)

A população de tigres do sul da China foi estimada em 4.000 espécimes no início dos anos 50. Nos próximos anos, milhares foram mortos, pois a subespécie foi caçada como uma praga. O governo chinês proibiu a caça em 1979. Em 1996, a população era estimada em apenas 30-80 indivíduos. Hoje, o tigre do sul da China é considerado pelos cientistas como “funcionalmente extinto”, já que não é visto na natureza há mais de 25 anos.

Tigre do sul da China
Tigre do sul da China

Leão-marinho, Zalophus wollebaeki (EN)

Os leões-marinhos são encontrados espalhados entre o arquipélago de Galápagos, que consiste em aglomerados de ilhas localizadas diretamente a oeste do Equador. São leões sexualmente dimórficos, com machos maiores que as fêmeas. Os machos tendem a ter um pescoço, ombros e peito mais grossos e robustos do que as fêmeas, e os caninos adultos são substancialmente maiores e mais fortes nos machos. Conforme cresce, sua crista sagital se desenvolve mais rapidamente, deixando uma pronunciada protrusão na cabeça.

Leão-marinho
Leão-marinho

Elefante-da-savana, Loxodonta africana africana (VU)

Os elefantes-da-savana são a maior subespécie de elefante. Eles são facilmente distinguidos por suas orelhas muito grandes – o que lhes permite irradiar excesso de calor – e pernas dianteiras que são visivelmente mais longas que as patas traseiras. Eles são encontrados em toda a planície de gramíneas e mata nativa da África. Os elefantes da savana vivem na África Oriental e Austral, onde as maiores densidades são encontradas em Botsuana, Tanzânia, Zimbábue, Quênia, Namíbia, Moçambique e África do Sul.

Elefante-da-savana
Elefante-da-savana

Boto-amarelo-Yangtze, Neophocaena asiaeorientalis ssp. Asiaeorientali (CR)

O rio Yangtze, o maior rio da Ásia, costumava ser um dos dois rios do mundo que abrigava duas espécies diferentes de golfinhos – o boto-amarelo Yangtze e o golfinho Baiji. No entanto, em 2006, o golfinho Baiji foi declarado funcionalmente extinto. Esta foi a primeira vez na história que uma espécie inteira de golfinho foi varrida do planeta por causa da atividade humana. Seu primo próximo, o boto-amarelo Yangtze, é conhecido por seu sorriso travesso e tem um nível de inteligência comparável ao de um gorila.

Boto-amarelo-Yangtze
Boto-amarelo-Yangtze

Orangotango-de-Sumatra, Pongo abelii (CR)

Os orangotangos de Sumatra são os maiores primatas não humanos da Ásia e os maiores primatas arborícolas. Eles têm longos cabelos ruivos finos em seus corpos e rostos. Os machos possuem grandes almofadas que são cobertas por um fio de cabelo branco fino, e a extensão do braço, da ponta do dedo até a ponta do dedo, é de 2,25 m. As pernas são pequenas e fracas em comparação com os braços musculosos. Os orangotangos de Sumatra habitam a ilha de Sumatra, na Indonésia. Esses orangotangos foram restritos à ponta norte de Sumatra em florestas fragmentadas. A exploração madeireira limitou severamente o alcance desta espécie.

Orangotango-de-Sumatra
Orangotango-de-Sumatra

Tubarão-baleia, Rhincodon typus (EN)

Os tubarões-baleia são uma espécie pelágica altamente migratória, distribuída pelos mares tropicais do mundo. Quase todas as nações costeiras nessas latitudes registraram tubarões-baleia em suas águas. Essa espécie é o maior peixe conhecido, com o maior espécime registrado a 20 metros de comprimento. Os tubarões-baleia têm corpos fusiformes em forma de fuso, que são mais largos na parte central e afilam a cabeça e a cauda.

Tubarão-baleia
Tubarão-baleia

Dugongo, Dugong dugon (VU)

Os dugongos são primos de peixes-boi e compartilham uma aparência gorda semelhante, mas têm um rabo parecido com um golfinho. E, ao contrário dos peixes-boi, que usam áreas de água doce, o dugongo é estritamente um mamífero marinho. Comumente conhecidas como “vacas marinhas”, os dugongos pastam tranquilamente nas ervas marinhas em águas costeiras rasas dos oceanos Índico e Pacífico Ocidental.

Dugongo
Dugongo

Elefante de Sumatra, Elephas maximus sumatranus (CR)

Os elefantes de Sumatra se alimentam de uma variedade de plantas e depositam sementes onde quer que estejam, contribuindo para um ecossistema florestal saudável. Eles também compartilham seu habitat florestal exuberante com várias outras espécies ameaçadas, como o rinoceronte, o tigre e o orangotango de Sumatra, e inúmeras outras espécies que se beneficiam de uma população de elefantes que vivem em um habitat saudável.

Elefante de Sumatra
Elefante de Sumatra

Napoleon Wrasse, Cheilinus undulatus (EN)

O Napoleão Wrasse é um enorme peixe com mais de um metro e oitenta de comprimento, com uma protuberância proeminente na testa. Alguns deles vivem mais de 30 anos. Eles percorrem os recifes de coral em busca de presas com casca dura, como moluscos, estrelas-do-mar ou crustáceos.

Napoleon Wrasse
Napoleon Wrasse

Leopardo-das-neves, Panthera uncia (VU)

O poderoso físico do leopardo- das- neves permite escalar grandes declives com facilidade. Suas patas traseiras dão ao leopardo da neve a capacidade de saltar seis vezes o comprimento do seu corpo. Uma cauda longa proporciona equilíbrio e agilidade e também envolve o leopardo da neve em repouso como proteção contra o frio.

Leopardo-das-neves
Leopardo-das-neves

Gorila de Grauer, Gorilla beringei graueri (CR)

O gorila de planície oriental – também conhecido como gorila de Grauer – é a maior das quatro subespécies de gorilas. Distingue-se de outros gorilas pelo seu corpo atarracado, mãos grandes e focinho curto. Apesar de seu tamanho, os gorilas do planalto oriental subsistem principalmente de frutas e outros materiais herbáceos, assim como outras subespécies de gorilas.

Gorila de Grauer
Gorila de Grauer

Bonobo, Pan paniscus (EN)

Os bonobos e os chimpanzés são muito parecidos e ambos compartilham 98,7% de seu DNA com seres humanos – criando as duas espécies de nossos parentes vivos mais próximos. Os bonobos são geralmente um pouco menores, mais magros e mais escuros que os chimpanzés. Sua sociedade também é diferente – grupos de bonobos tendem a ser mais pacíficos e são liderados por fêmeas. No entanto, a vida dos bonobos não é inteiramente livre de violência. Se dois grupos de bonobos se juntarem, eles podem se envolver em sérios combates.

Bonobo
Bonobo

Pinguim-de-penacho-amarelo, Eudyptes chrysocome (VU)

Muito menor em tamanho do que o pinguim-imperador, os pinguins-de-penacho-amarelo pesam menos de 4,5 kg. Eles foram nomeados por seus movimentos distintos saltando sobre as colinas rochosas e falésias onde vivem e se reproduzem. Nos últimos 30 anos, estima-se que a população de turistas tenha caído em quase 25% – e agora a mudança climática poderia colocá-los em risco ainda maior.

Pinguim-de-penacho-amarelo
Pinguim-de-penacho-amarelo

Rinoceronte-de-Sumatra, Dicerorhinus sumatrensis (CR)

Os rinocerontes-de-sumatra são os menores dos rinocerontes vivos e o único rinoceronte asiático com dois chifres. Eles são cobertos com pelos longos e estão mais intimamente relacionados com os extintos rinocerontes lanosos do que com qualquer outra espécie de rinoceronte atualmente viva. Os filhotes nascem com uma cobertura densa que se torna marrom-avermelhada em adultos jovens e torna-se esparsa, eriçada e quase preta em animais mais velhos. Os rinocerontes de Sumatra competem com o rinoceronte javanês pelo título nada invejável de espécies de rinocerontes mais ameaçadas.

Rinoceronte-de-Sumatra
Rinoceronte-de-Sumatra

Baleia Sei, Balaenoptera borealis (EN)

A baleia Sei é uma das baleias mais rápidas, atingindo velocidades de até 30 milhas por hora. As baleias Sei habitam todos os oceanos e mares adjacentes, exceto nas regiões tropicais e polares. Como outras grandes baleias, elas preferem passar o verão se alimentando em águas mais frias antes de migrar para águas mais quentes para se reproduzir e dar à luz seus filhotes.

Baleia Sei
Baleia Sei

Tartaruga marinha, Cheloniidae and Dermochelyidae families (VU)

Sete espécies diferentes de tartarugas marinhas enfeitam nossas águas oceânicas, desde os bancos rasos de ervas marinhas do Oceano Índico, até os recifes coloridos do Triângulo dos Corais e até as praias arenosas do Pacífico Oriental. As tartarugas marinhas concentra-se em cinco dessas espécies: verde, pente, cabeçuda, couro e oliva. Elas habitam o Recife Mesoamericano, África Oriental Litoral, Triângulo Coral, Galápagos e o Golfo da Califórnia.

Tartaruga marinha
Tartaruga marinha

Gorila ocidental, Gorilla gorilla (CR)

O gorila de planície ocidental é o mais numeroso e difundido de todas as subespécies de gorilas. As populações podem ser encontradas nos Camarões, na República Centro-Africana, na República Democrática do Congo e na Guiné Equatorial, bem como em grandes áreas no Gabão e na República do Congo. O número exato de gorilas da planície ocidental não é conhecido porque são algumas das florestas tropicais mais densas e remotas da África. Populações significativas ainda existem, inclusive em pântanos e florestas remotas e pantanosas da República do Congo.

Gorila ocidental
Gorila ocidental

Golfinho-do-Irrawaddy, Orcaella brevirostris (EN)

Os golfinhos Irrawaddy são encontrados em áreas costeiras no sul e no sudeste da Ásia, e em três rios: o Ayeyarwady (Myanmar), o Mahakam (Bornéu da Indonésia) e o Mekong. Os golfinhos do rio Mekong Irrawaddy habitam um trecho de 118 quilômetros do rio entre o Camboja e Laos e são escassos, apenas 92 espécimes ainda existem. Estes golfinhos têm uma testa saliente, bico curto e 12-19 dentes em cada lado de ambos os maxilares.

Golfinho-do-Irrawaddy
Golfinho-do-Irrawaddy

Tartaruga-de-couro, Dermochelys coriácea (VU)

As tartarugas de couro têm o nome da casca, que é semelhante a couro, e não dura, como outras tartarugas. Eles são a maior espécie de tartaruga e também uma das mais migratórias, cruzando os oceanos Atlântico e Pacífico. As tartarugas de couro do Pacífico migram das praias de nidificação no Triângulo dos Corais até a costa da Califórnia para se alimentar da abundante água-viva a cada verão e outono.

Tartaruga-de-couro
Tartaruga-de-couro

Tigre da Indochina, Panthera tigris corbetti (EN)

Em 2010, o WWF soou o alarme para o tigre da Indochina, porque a população dessa subespécie caiu mais de 70% em pouco mais de uma década. Seis países – Tailândia, Camboja, China, República Popular Democrática do Laos, Mianmar e Vietnã – agora abrigam apenas 350 tigres. A região contém a maior área combinada de habitat do mundo – equivalente a aproximadamente o tamanho da França. No entanto, o rápido desenvolvimento, como a construção de estradas, está fragmentando os habitats devido a décadas de caça desenfreada. Muitas das paisagens desta região não têm tigres. Há esperança em outros habitats de tigres indochineses remanescentes, que têm uma presença humana relativamente baixa e oferecem uma oportunidade única para a conservação.

Tigre da Indochina
Tigre da Indochina

Rinoceronte indiano, Rhinoceros unicornis (VU)

O maior rinoceronte de um chifre (ou “rinoceronte indiano”) é a maior das espécies de rinoceronte. Onze espalhados por toda a parte norte do subcontinente indiano, as populações de rinocerontes despencaram quando foram caçadas por esporte ou mortas como pragas agrícolas. Isso empurrou a espécie para perto da extinção e no final do século 20, menos de 200 animais permaneceram. A recuperação do rinoceronte de um chifre maior está entre as maiores histórias de sucesso de conservação na Ásia. Graças à proteção e gestão rigorosas das autoridades da vida selvagem indiana e nepalesa, o maior rinoceronte de um chifre foi trazido de volta da beira do abismo. Hoje, as populações de rinoceronte indiano aumentaram para cerca de 3.500 rinocerontes no nordeste da Índia e nos campos Terai do Nepal.

Rinoceronte indiano
Rinoceronte indiano

Tigre de Amur, Panthera tigris altaica (EN)

Tigres de Amur foram encontrados em todo o Extremo Oriente Russo, no norte da China e na península coreana. Na década de 1940, a caça levou o tigre de Amur à beira da extinção – com não mais do que 40 espécimes permanecendo em estado selvagem. A subespécie foi salva quando a Rússia se tornou o primeiro país do mundo a garantir proteção total ao tigre. Na década de 1980, a população de tigres de Amur aumentou para cerca de 500. Embora a caça furtiva tenha aumentado após o colapso da União Soviética, os contínuos esforços de conservação e antipastilhas por muitos parceiros – incluindo o WWF – ajudaram a manter a população estável em cerca de 540 indivíduos.

Tigre de Amur
Tigre de Amur

Tartaruga cabeçuda, Caretta caretta (VU)

Tartarugas cabeçudas são nomeadas por suas cabeças grandes que suportam poderosos músculos da mandíbula, permitindo-lhes esmagar presas de casca dura como ouriços do mar. Eles são menos propensos a serem caçados por sua carne ou casca, em comparação com outras tartarugas marinhas. As capturas acessórias, capturas acidentais de animais marinhos em artes de pesca, são um problema grave para as tartarugas-cabeçudas, porque muitas vezes entram em contacto com as pescarias. As lebres são a tartaruga mais comum no Mediterrâneo, aninhando-se em praias da Grécia e Turquia para Israel e Líbia. Muitas de suas praias de nidificação estão sob ameaça do desenvolvimento do turismo.

Tartaruga cabeçuda
Tartaruga cabeçuda

Golfinho-do-rio-Indo, Platanista minor (EN)

Acredita-se que os golfinhos do rio Indo tenham se originado no antigo Mar de Tétis quando a água do mar subiu, aproximadamente 50 milhões de anos atrás e os golfinhos foram forçados a se adaptar aos seus únicos remanescentes de rios. Hoje, eles podem ser encontrados nas partes mais baixas do rio Indo no Paquistão e no rio Beas, um afluente do rio Indus em Punjab, na Índia. No Paquistão, seus números diminuíram drasticamente após a construção de um sistema de irrigação, e a maioria dos golfinhos está confinada a 750 milhas do rio e dividida em populações isoladas por seis barragens. Eles se adaptaram à vida no rio lamacento e são funcionalmente cegos. Eles confiam na ecolocalização para navegar, comunicar e caçar pré e incluindo camarão, peixe-gato e carpa.

Golfinho-do-rio-Indo
Golfinho-do-rio-Indo

Tartaruga verde, Chelonia mydas (EN)

A tartaruga verde é uma das maiores tartarugas marinhas e o único herbívoro entre as diferentes espécies. As tartarugas verdes são, na verdade, nomeadas pela cor esverdeada de suas cartilagens e gorduras, não por suas conchas. No Pacífico Oriental, um grupo de tartarugas verdes que têm conchas mais escuras é chamado de tartarugas pretas pela comunidade local. As tartarugas verdes são encontradas principalmente em águas tropicais e subtropicais. Como outras tartarugas marinhas, elas migram longas distâncias entre as áreas de alimentação e as praias de onde nasceram. Classificadas como ameaçadas de extinção, as tartarugas-verdes são ameaçadas pela captura excessiva de seus ovos, pela caça de adultos, pela captura de equipamentos de pesca e pela perda de locais de nidificação na praia.

Tartaruga verde
Tartaruga verde

Baleia franca do Atlântico norte, Eubalaena glacialis (EN)

A baleia franca do Atlântico Norte pode ser facilmente identificada pelas chamadas brancas em sua cabeça, que são muito perceptíveis contra o corpo cinza escuro da baleia. Tem costas largas sem extremidade dorsal e boca comprida e arqueada que começa acima do olho. Uma baleia alimenta-se nadando através de um enxame de plâncton com a boca aberta e a cabeça ligeiramente acima da superfície. As baleias francas são encontradas mais frequentemente em águas costeiras, especialmente durante a época de reprodução.

Baleia franca do Atlântico norte
Baleia franca do Atlântico norte

Elefante asiático, Elephas maximus maximus (EN)

A subespécie do Sri Lanka é o maior e também o mais escuro dos elefantes asiáticos, com manchas de despigmentação – áreas sem cor – nas orelhas, rosto, tronco e barriga. Onze encontrados na ilha em forma de lágrima na parte inferior da ponta sul da Índia, esses elefantes agora estão sendo empurrados para áreas menores, à medida que as atividades de desenvolvimento limpam as florestas e interrompem suas antigas rotas migratórias.

O tamanho do rebanho no Sri Lanka varia de 12 a 20 integrantes ou mais. É liderado pela fêmea mais velha, ou matriarca. No Sri Lanka, os rebanhos foram relatados para conter unidades de enfermagem, consistindo de fêmeas lactantes e seus jovens, e unidades de cuidados juvenis, contendo fêmeas com juvenis. A população de elefantes do Sri Lanka caiu quase 65% desde a virada do século XIX. Hoje, o elefante do Sri Lanka é protegido pela lei do Sri Lanka e matar um é condenado à morte.

Elefante asiático
Elefante asiático

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