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Mutum Do Nordeste Em Extinção: Tempo De Vida

Os Mutuns são aves incríveis que causam bastante atração em nós, seres humanos, principalmente em todos os observadores de pássaros que amam estes animais. Infelizmente, devido à degradação do meio ambiente, desmatamento e caça ilegal promovida por alguns seres humanos, algumas espécies acabam entrando ou sendo ameaçadas de extinção.

Quando uma ave entra em extinção é comum que pesquisadores e biólogos comecem um processo de recriação da espécie em cativeiro. Dessa forma, conseguem fazer o acasalamento em cativeiro e aumentar o número de indivíduos da espécie, sendo possível posteriormente devolvê-la à natureza.

O acasalamento e criação em cativeiro aconteceu com uma espécie de Mutum que estava extinta no Brasil, o Mutum do Nordeste, também conhecido como Mutum-de-Alagoas. E no ano de 2017, depois de 30 anos extinto, o Mutum do Nordeste foi reintroduzido na natureza.

Este é um grande motivo de comemoração para todos aqueles que respeitam o meio ambiente e sabem da importância em manter o ecossistema funcionando bem. Além disso, todo mundo que se preocupa com a biodiversidade deve ficar contente com a notícia de recuperação de uma espécie.

A extinção do Mutum do Nordeste, foi um dos primeiros casos de animais extintos no Brasil, devido à má intervenção humana. É fundamental que todos se conscientizem para evitar que novas espécies entrem em extinção, sejam membros da fauna ou da flora, o importante é que a natureza seja preservada, pois ela é essencial para a vida humana!

Hoje apresentaremos mais informações e curiosidades sobre esta ave tão especial que é o Mutum do Nordeste. Confira a seguir!

Características Gerais

A Mutum do Nordeste é da ordem Galliforme e pertence à família Cracidae. Atualmente existem outras 7 espécies de Mutuns que são reconhecidas e elas são classificadas em gênero Crax ou Pauxi, sendo que anteriormente o gênero Pauxi era denominado Mitu e passou a ser denominado Pauxi recentemente.

O nome científico do Mutum do Nordeste é Pauxi Mitu, seu habitat natural é a Mata Atlântica do Nordeste. Infelizmente, a Mata Atlântica do Brasil foi muito destruída devido aos desmatamentos e interesses lucrativos. Hoje em dia, nos Estados do Alagoas e Pernambuco existe menos de 2% da cobertura de vegetação nativa!

O Mutum do Nordeste entrou em extinção em 2001, devido à dois motivos principais, o desmatamento para o plantio de cana de açúcar e a caça ilegal. Para manter a preservação das espécies é fundamental que as pessoas não destruam a vegetação e habitat natural delas. Além disso, nós, seres humanos, dependemos bastante da natureza, então, não é nada inteligente destruí-la, certo?

A origem do nome Mutum vem da Língua Tupi e da Língua Espanhola. Pauxi Mitu significa grande pássaro preto. Os povos indígenas o chamavam de Mitú devido ao som que o canto deste pássaro fazia. Então, a palavra Mutum surgiu de Mitú.

Características Físicas

Mutum Do Nordeste em Meio a Floresta
Mutum Do Nordeste em Meio a Floresta

O Mutum do Nordeste é uma ave de porte médio, chama bastante a atenção, pois pode ter até 85 cm de tamanho. Seu peso pode variar entre cerca de 2,75 a 3 kg.

A plumagem deste pássaro é quase inteiramente negra, apenas algumas regiões como a barriga e o rabo possuem penas acinzentadas ou acastanhadas. Seus bicos e pernas são avermelhados, e o bico possui um formato bastante peculiar que pende para o quadrangular e curvado.

Diferentemente de grande parte das aves os ouvidos do Mutum do Nordeste não são cobertos pelas penas, e sim, descobertos. Esta característica de sua aparência física causa estranhamento em algumas pessoas.

Comportamento e Alimentação do Mutum do Nordeste

Esta ave é terrícola, ou seja, a maior parte de seu tempo de vida acontece no solo. Ela costuma voar para se defender de predadores. Seus ninhos costumam ser feitos longes do chão nos galhos das árvores.

Casal de Mutum do Nordeste
Casal de Mutum do Nordeste

Quando soltas na natureza costumam viver próximas de árvores frutíferas para facilitar o acesso aos seus alimentos. Estas aves costumam se alimentar de frutos, sementes, folhas, brotos e pequenos animais como gafanhotos e pererecas. Ao serem cultivadas em cativeiro alimentavam-se de rações, milho e pedaços de carne.

O Mutum do Nordeste é uma ave com hábitos mais individuais do que outras aves que vivem em bandos. Ele é um importante dispersor de sementes, pois as espalha pelo solo. Além disso, é uma ave utilizada como bioindicador, uma vez que indica que o ambiente em que vive é bem conservado e possui uma boa qualidade ambiental.

Reprodução em Cativeiro e Reintrodução na Natureza

Os Mutuns do Nordeste têm duas épocas de reprodução durante o ano, uma entre os meses de agosto e setembro, outra entre os meses de janeiro e fevereiro. A fêmea coloca 2 ovos e a incubação dura cerca de 29 dias. À partir dos 3 anos as fêmeas de Mutuns do Nordeste já podem botar ovos.

Em 1987 o Mutum do Nordeste começou a constar na lista de animais ameaçados de extinção. Em 1998, 20 exemplares foram levados para serem criados em cativeiro, com a esperança da espécie ser preservada e não ser completamente extinta. A instituição Crax Brasil, não-governamental de Minas gerais, foi a responsável pela criação e reintrodução do Mutum do Nordeste na natureza.

A espécie foi aumentando em cativeiro sendo que no ano de 2013 contava com cerca de 121 espécimes. E graças aos esforços dos envolvidos na criação em cativeiro e reintrodução na natureza, atualmente o Mutum do Nordeste não está mais extinto. Porém, é importante muita cautela para que a preservação da espécie continue. Cabe à todas pessoas e órgãos governamentais e não-governamentais, não interferir negativamente na natureza e manter a biodiversidade.

Hoje em dia, o Mutum do Nordeste ou Mutum-de-Alagoas é símbolo do Estado do Alagoas. Ele recebeu este título na inauguração do Centro de Educação Ambiental Pedro Mário Nardelli. Este Centro deseja promover a aproximação das pessoas com o Mutum do Nordeste para incentivar a preservação da espécie.

É importante salientarmos que não é só o Mutum do Nordeste que corre e já correu risco de extinção. Portanto, lembre-se sempre de fazer tudo o que está à seu alcance para evitar a extinção das espécies da nossa fauna e flora!

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