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A Felosa-comum

Reino: Animalia

Filo: Chordata

Classe: Aves

Ordem: Passeriformes

Família: Phylloscopidae

Género: Phylloscopus

Nome Científico: Phylloscopus collybita

A felosa-comum é uma ave de pequeno porte que habita o centro e o norte da Europa e da Ásia. Muito comum em Portugal, essa espécie ocorre principalmente durante o inverno e é rara de ser observada durante a primavera e o verão. Por isso, a melhor época de observação é durante o período que vai entre novembro e março.

Felosa-comum
Felosa-comum

Ela é muito parecida com a felosa-ibérica. A diferença entre as duas está nos sons vocais emitidos. A felosa-comum habita regiões de floresta aberta, moitas e arbustos.

Felizmente, o status da Phylloscopus collybita na União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) é classificada pela como pouco preocupante. Sem risco de extinção.

Características

Medindo apenas 11 centímetros, a felosa-comum é uma espécie de bico pequeno e apresenta certas variações em suas tonalidades de plumagem. No geral, o seu aspecto é rechonchudo e pequeno. O dorso da ave é cinza-esverdeado, as asas são escuras e as partes inferiores são pálidas. Para completar, as patas da felosa-comum são escuras e o bico é pálido, curto e fino.

Características da Felosa-comum
Características da Felosa-comum

Alimentação

A dieta da felosa-das-figueiras é composta basicamente por insetos, principalmente na primavera. Entretanto, durante o outono e o inverno, essa ave consome também frutos, sementes e néctar de aloé e de eucalipto.

Reprodução

As felosas-comum constroem um ninho quase esférico composto por folhas, musgos e caules e forrado com penas. O ninho pode ser construído no chão e nele são postos de quatro a seis ovos com pintas castanhas ou alaranjadas. Na Europa, essa espécie cria duas ninhadas por ano, cujos ovos são incubados por 13 a 15 dias.

Reprodução da Felosa-comum
Reprodução da Felosa-comum

Curiosidades

  • A Phylloscopus collybita é a única espécie sedentária de felosa.
  • A felosa comum recebe também outros nomes. São eles: Felosinha-comum, Bago-d`uva, Fuim, Fulecra e Tolinha-das-couves.
  • O nome científico da felosa-comum (Phylloscopus collybita) tem um significado curioso. “Phylloscopus” agrega dois vocábulos gregos que aludem ao seu comportamento alimentar de procura ativa de insetos no meio da folhagem (phullon – folha; skopos – vigia). Já “collybita” deriva do grego kollubistés (contador de moedas) e remete para a sonoridade do seu canto.
  • Existem outras 46 espécies de felosas pertencentes ao gênero Phylloscopus.
Felosinha
Felosinha

Cantos menos elaborados atraem fêmeas

Algumas espécies de pássaros conseguem atrair as fêmeas com cantos mais simples. Essa constatação contraria a ideia de que as fêmeas têm preferência por parceiros com habilidades vocais mais complexas na seleção sexual.

Essa conclusão veio de um estudo que comparou o canto de um grupo de diferentes espécies de felosas. Desenvolvido pela Universidade de Porto e pela Universidade de Melbourne, na Australia, o trabalho aponta que a seleção sexual é um processo muito mais versátil na do que se pensava antes.

Na comparação entre as felosas, foram analisados diversos aspectos do canto que vão além da  elaboração, como o desempenho vocal e a complexidade das canções. O principal resultado foi que algumas espécies têm cantos bastante complexos, com variado repertório de sílabas. Já outras espécies apresentaram habilidades menos elaboradas, em que grande parte do canto é baseada na repetição da mesma sílaba.

De acordo com os autores da pesquisa, o fato de o canto ser composto apenas por uma ou duas sílabas, sucessivamente repetidas, não significa simplicidade pois, para algumas espécies, as canções podem ser fisiologicamente mais difíceis de cantar dentro das possibilidades vocais.

Para os pesquisadores, o objetivo é tentar explicar a diversidade entre as aves felosas e entender a razão de algumas delas terem cantos muito elaborados enquanto outras têm cantos mais simples, tendo em vista que todos desempenham a mesma função de atrair as fêmeas e competir com outros machos.

Lista Vermelha

A Lista Vermelha é uma ferramenta criada pela União Internacional de Conservação da Natureza (UICN), em 1963, com o objetivo de avaliar o grau de ameaça de extinção para cada espécie por meio de critérios específicos. Entre as 77.340 espécies avaliadas, 22.784 estão ameaçadas de extinção e, no grupo das aves, mais de 40 tiveram o seu status de conservação agravado.

Lista Vermelha IUCN
Lista Vermelha IUCN

Essa Lista é uma referência mundial. Os principais grupos de aves que mostraram agravamentos no risco de extinção são os abutres e as aves marinhas. Há ainda sete outras espécies com incluídas na Lista Vermelha: a águia-imperial, o painho-de-monteiro, a abetarda, a freira-do-bugio, a felosa-aquática, a rola-brava e o zarro.

Entidades de proteção ambiental da Europa desenvolvem projetos que permitem recuperar a população, o habitat e a área de distribuição de algumas espécies. O priolo e a freira-da-madeira são aves que, felizmente, puderam ver seu status de ameaça diminuído.

Por meio dessa Lista, sabe-se que existem em todo o Mundo 197 espécies em estado “Criticamente Ameaçado” de extinção. Portanto, elas necessitam de ações urgentes de recuperação e de conservação, devendo ser prioridades das entidades que se preocupam com a conservação das espécies.

Fotos da Felosa-comum 

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