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A Gaivota-prateada

Reino: Animalia

Filo: Chordata

Classe: Aves

Ordem: Charadriiformes

Subordem: Lari

Família: Laridae

Género: Larus

Nome Científico: Larus argentatus

Larus argentatus
Larus argentatus

Distribuída pela América do Norte, Europa e Ásia, a gaivota-prateada costuma habitar regiões costeiras. Considerada de médio porte, o macho dessa espécie mede de 60 a 67 centímetros e pesa algo entre 1,05 e 1,5kg, enquanto as fêmeas variam de 55 a 62 centímetros de comprimento com peso que vai de 710 gramas a 1,1kg. A envergadura pode chegar a 155 centímetros.

A plumagem das gaivotas-prateadas é cinza nas duas asas e na região dorsal. A cabeça, a barriga e o pescoço são brancos. A ponta das asas é preta com manchas brancas conhecidas como “espelhos”. O bico é amarelo com uma mancha vermelha. O olho pálido possui um delineado também amarelo. As pernas dessa gaivota são normalmente cor-de-rosa em todas as idades.

A plumagem dos indivíduos mais jovens dessa espécie possui coloração castanha com listras mais escuras e o bico preto. É com o passar dos anos que eles adquirem a tonalidade acinzentada. Tanto o macho quanto a fêmea têm plumagem idêntica em todos os estágios de desenvolvimento.

Gaivota-prateada
Gaivota-prateada

Alimentação

Assim como as outras espécies do gênero Larus, a gaivota-prateada é considerada onívora e oportunista. É comum que elas recorram a lixões e aterros sanitários em busca de alimento em regiões mais urbanizadas. Essa ave também tem o hábito de roubar os ovos de outras gaivotas.

Embora não consiga atingir grandes profundidades (um a dois metros), a gaivota-prateada realiza pequenos mergulhos no mar para capturar suas presas aquáticas, como peixes e crustáceos. Essa espécie já foi flagrada usando pedaços de pão como isca para atrair peixes à superfície. É comum também que ela enxague seus alimentos para limpá-los ou torná-los mais palatáveis antes de engolir.

Outro comportamento interessante dessa ave é o stepdancing. Nessa técnica, a gaivota-prateada bate os pés no chão para criar vibrações no solo e fazer com que as minhocas saiam da terra para então serem consumidas.

Em cativeiro, observou-se que as gaivotas-prateadas têm aversão à carne ou outros alimentos altamente salgados, a menos que tenham muita fome. Apesar de ser capaz de consumir água do mar e utilizar glândulas especializadas para remover o excesso de sal do corpo, essa gaivota prefere água doce fresca, se disponível.

Gaivota-prateada Alimentação
Gaivota-prateada Alimentação

Reprodução

A gaivota-prateada atinge a maturidade sexual aproximadamente aos quatro anos de idade. Durante o cortejo, a fêmea se aproxima do macho em seu próprio território com uma postura encurvada e submissa enquanto emite sons de mendicância. Se o macho aceitar, ele responderá assumindo uma postura ereta e fazendo uma chamada.

Após esse primeiro contato, são feitos movimentos sincronizados com a cabeça, após o qual o macho irá regurgitar algum alimento para o sua companheira. Se ela aceitar, a cópula ganha continuidade.

O local de nidificação será então escolhido por ambos. São botados geralmente de dois a quatro ovos, colocados no chão ou bordas de penhascos em colônias e defendidos vigorosamente pelos pais. Os ovos são incubados pelo macho e pela fêmea por um período de 28 a 30 dias.

Gaivota-prateada Reprodução
Gaivota-prateada Reprodução

Os juvenis usam seus bicos para “bater” no ponto vermelho nos bicos dos adultos para indicar que estão com fome. Os pais costumam regurgitar a comida para sua prole. Os filhotes são alimentados pelos pais por até12 semanas podendo se estender até seis meses. As gaivotas-prateadas jovens já conseguem voar 40 dias após a eclosão dos ovos.

Assim como a maioria das gaivotas, a prateada tem uma longa expectativa de vida, podendo chegar a 49 anos de idade. Essas aves apresentam comportamento quase que exclusivamente monogâmico, desde que o casal obtenha sucesso na incubação de seus ovos.

Comportamento e relação com os humanos

A gaivota-prateada tem nidificado cada vez mais em áreas urbanas do Reino Unido, mostram muito pouco medo dos seres humanos. A proibição da queima de lixo em aterros sanitários proporcionou a essa ave uma fonte de alimento regular e abundante. Como resultado direto disso, as populações europeias dessa gaivota dispararam.

Diante da falta de espaço em suas colônias tradicionais, as gaivotas arriscaram-se no interior do país em busca de novos viveiros. A diminuição das reservas de peixes nos mares em torno do Reino Unido também pode ter sido um fator significativo no movimento das gaivotas.

As gaivotas são encontradas durante todo o ano nas ruas e jardins da Grã-Bretanha devido à presença de comida descartada nas ruas e resíduos alimentares contidos em sacos de lixo plásticos, além da falta relativa de predadores. A taxa de sobrevivência das gaivotas urbanas é muito maior do que em áreas costeiras, com uma taxa anual de mortalidade de adultos inferior a 5%. Também é comum que cada par de gaivotas-prateadas traga consigo três filhotes por ano. Isso, combinado com a longevidade dessa ave, resultou em um aumento maciço da população em um período de tempo relativamente curto.

Uma vez familiarizada com os seres humanos, as gaivotas-prateadas urbanas mostram pouca hesitação em se abaixar para roubar o alimento das mãos dos humanos.

Gaivota-prateada Comportamento
Gaivota-prateada Comportamento

Durante a época de reprodução, as gaivotas também agridem pessoas que podem representar ameaça aos seus ovos ou filhotes, pois os ninhos são construídos no telhado das residências. Essa ave já foi vista atacando e matando pombos selvagens pela disputa de alimento.

Grandes quantidades de excrementos de gaivota e o barulho que elas fazem no período de reprodução também incomodam os moradores. As tentativas não-letais de dissuadir essas gaivotas em áreas urbanas não tiveram sucesso.

Os picos do telhado, os fios tensionados, as redes e similares são geralmente ineficazes contra esta espécie, pois ela tem pés grandes e largos com uma pele espessa que oferece excelente distribuição de peso e proteção contra objetos afiados, podendo simplesmente se equilibrar no topo desses obstáculos com pouca preocupação aparente. Se os ninhos são removidos e os ovos retirados, as gaivotas-prateadas reconstruirão o ninho na mesma área e começarão novamente.

Apesar do crescente número de gaivotas-prateadas no Reino Unido, a espécie, quando tomada como um todo, está em declínio significativo. Em todo o país, sua população diminuiu 50% em 25 anos.

Fotos da Gaivota-prateada 

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