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Características da Tartaruga-marinha-comum

A tartaruga-marinha-comum é conhecida por outros nomes, tartaruga-amarela, tartaruga-cabeçuda  e pertence à família Cheloniidae.

Tartaruga-marinha-comum
Tartaruga-marinha-comum

Habitat

Habita o oceano Atlântico, Pacífico e Índico e o Mediterrâneo. Atualmente é a única espécie do gênero Caretta. Passa a maior parte da sua vida no mar e em águas costeiras de pouca profundidade. Raramente vem a terra, com exceção das breves visitas das fêmeas que chegam às costas para escavar os ninhos e depositar os seus ovos.

Os recém-nascidos vivem em esteiras flutuantes de sargaço (algas). Os adultos e juvenis vivem ao longo da plataforma continental e nos estuários costeiros pouco profundos. No noroeste do oceano Atlântico, a idade influi na preferência por um tipo de habitat. Os juvenis encontram-se mais frequentemente nos estuários pouco profundos e não vão muito para o alto mar em comparação com os adultos que não nidificam. Fora do período de desova, vivem em águas marinhas com temperaturas superficiais que oscilam entre 13,3 °C e 28,0 °C. Para as fêmeas receptivas as temperaturas mais apropriadas rondam os 27 °C e 28 °C.

Os bancos flutuantes de sargaço também são o habitat de cerca de 100 espécies de animais que constituem as presas das quais as tartarugas imaturas se alimentam. Algumas das presas são insetos que são transportados pelo vento para essas zonas. As presas endêmicas dos bancos de sargaço são as pequenas larvas de caranguejos, ovos de peixes e colônias de hydrozoas (uma classe do filo Cnidaria). Os mamíferos marinhos e peixes de espécies comerciais, tais como o atum, também habitam as esteiras.

Descrição física

As tartarugas adultas medem em média 90 cm de comprido e têm um peso médio de 135 kg, embora há registros de exemplares maiores com um comprimento de até 213 cm e um peso de até 545 kg. A cor da pele varia entre amarelo e castanho e a carapaça (concha) é tipicamente castanha avermelhada. Os machos têm caudas mais grossas e carapaças mais curtas do que as fêmeas. Entre as fêmeas e machos juvenis não existe dimorfismo sexual.

Dieta

É uma espécie omnívora, portanto, alimenta-se principalmente de invertebrados que vivem no leito marinho. As suas mandíbulas são grandes e poderosas e servem como uma ferramenta eficaz para desfazer as presas. As tartarugas recém-nascidas têm vários predadores e os ovos são especialmente vulneráveis aos predadores e organismos terrestres. Quando atingem a idade adulta, o seu enorme tamanho faz com que os seus predadores se limitem basicamente aos grandes animais marinhos, como os tubarões.

Tartaruga-marinha Alimentação
Tartaruga-marinha Alimentação

Extinção

É considerada uma espécie em perigo de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). As inúmeras mortes das tartarugas marinhas associam-se aos equipamentos de pesca deixados ao abandono, incluindo a Caretta. Outro modo é por afogamento ao ficarem presas em redes de arraste. Para minimizar este cenário são utilizados dispositivos nas redes de pesca com o intuito de excluir as tartarugas marinhas. Isso lhes proporciona uma via de escape caso fiquem presas. A perda de praias adequadas para a desova e nidificação, e a introdução de predadores exóticos afetam consideravelmente as populações de Caretta. Os esforços de conservação requerem a cooperação internacional, já que estas tartarugas andam por vastas áreas e as praias de desova essenciais para a sua reprodução estão disseminadas por muitos países.

Tartaruga-marinha Extinção
Tartaruga-marinha Extinção

Distribuição geográfica

A tartaruga-marinha-comum tem uma distribuição cosmopolita e reproduz-se na área geográfica mais ampla de todas as tartarugas marinhas. Habita no oceano Atlântico, Índico e Pacífico e mar Mediterrâneo. No oceano Atlântico, a maior concentração reúne-se ao longo da costa sudeste da América do Norte e no golfo do México. São muito poucas as que vivem ao longo das costas atlânticas europeias e africanas.

O local de desova mais frequentado é a Flórida, com mais de 67.000 ninhos por ano. As zonas de desova estendem-se pelo norte até à Virgínia, pelo sul até ao Brasil, e pelo leste até o Cabo Verde. As ilhas de Cabo Verde são o único sítio de desova significativo no lado oriental do Atlântico. No Atlântico a zona de alimentação estende-se desde o Canadá até ao Brasil.

No oceano Índico, a espécie procura o alimento ao longo das costas de África, da península Arábica e do mar Arábico. Na costa africana, nidifica desde o arquipélago de Bazaruto em Moçambique até ao estuário de Santa Lúcia na África do Sul. O maior sítio de desova no oceano Índico é Omã na península Arábica, que alberga por volta de 15.000 ninhos, e representa a segunda zona de desova mais importante de tartarugas marinhas comuns em todo o mundo. A costa da Austrália Ocidental é outra área de desova notável, com cerca de 1.000 a 2.000 ninhos por ano.

Tartaruga-marinha
Tartaruga-marinha

No oceano Pacífico vivem em zonas temperadas e tropicais. Alimentam-se no mar da China Oriental, no sudoeste do Pacífico e ao longo da península da Baixa Califórnia As principais zonas de desova encontram-se no leste da Austrália e no Japão; a Grande Barreira de Coral australiana é considerada uma importante zona de desova. Ocasionalmente nidificam em Vanuatu e Tokelau. A ilha de Yakushima é a região mais importante, com três zonas de desova que são visitadas por 40% de todas as tartarugas marinhas comuns da região.

Depois de nidificarem, as fêmeas costumam procurar alimentos no mar da China Oriental, enquanto que a zona de bifurcação da extensão da corrente de Kuroshio oferece importantes zonas alimentícias para as crias recém-nascidas e juvenis. As populações do Pacífico oriental concentram-se na costa da Baixa Califórnia, onde o afloramento oceânico cria zonas de alimentação para as tartarugas juvenis e sub-adultas. Ao longo da bacia do Pacífico oriental os sítios de desova são raros. A análise de polimorfismo de sequências de DNA mitocondrial e os estudos de seguimento indicam que 95% da população das costas do Pacífico americanas nascem nas ilhas japonesas do Pacífico ocidental.

Tartarugas-marinhas Juntas

As tartarugas são transportadas pelas correntes predominantes através de todo o Pacífico norte, que constitui uma das rotas de migração mais longas entre os animais marinhos. Suspeitava-se desde há muito tempo que a viagem de regresso é feita às praias natais do Japão, apesar de terem que atravessar uma área de águas pouco férteis com poucas oportunidades para se alimentarem. A primeira prova da existência da viagem de retorno provinha de uma fêmea adulta, equipada com um dispositivo de seguimento por satélite, que registou a viagem de 14.500 km através do Pacífico desde o México em 1996, que foi o primeiro animal que foi seguido cruzando toda uma bacia oceânica.

O mar Mediterrâneo é uma creche para os juvenis, e um lugar frequentado pelos adultos na Primavera e Verão. Quase 45% da população juvenil do Mediterrâneo teve origem no oceano Atlântico. As áreas de alimentação encontram-se principalmente no mar de Alborão e no Adriático. A principal zona de desova do Mediterrâneo é a Grécia, com mais de 3.000 ninhos por ano. Por isso, as autoridades gregas não permitem que os aviões descolem ou aterrem durante a noite em Zakynthos, por causa das tartarugas. As costas do Chipre e Turquia são também sítios de desova comuns. A tartaruga marinha comum foi também registada na Irlanda quando um espécime foi arrastado para a praia de Ballyhealy no condado de Wexford.

Fotos de Tartarugas-marinhas-comum

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