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Doenças Transmitidas por Morcegos

Os morcegos são mamíferos de fundamental importância no equilíbrio ambiental, principalmente na dispersão de sementes e transporte de pólen. Apesar disso, são portadores de vários agentes patogênicos, ou seja, possuem diferentes tipos de bactérias, fungos e vírus.

Dentre as mais variadas doenças que podem propagar, destaca-se a raiva, histoplasmose e salmonelose. O índice de doenças transmitidas por esses animais, incluindo as citadas, é pequeno, apesar da existência do risco.

Doenças Transmitidas por Morcegos
Doenças Transmitidas por Morcegos

Raiva Transmitida Pelo Morcego

A raiva é uma zoonose, ou seja, doença de animais que podem ser transmitidas a seres humanos. É causada pelo vírus da família rhabdoviridae e do gênero Lissavirus, que se espalha pelo sistema nervoso central, causando encefalopatia e, quase sempre, a morte.

Milhares de pessoas morrem anualmente em decorrência da raiva, sendo que a maior parte dessas contaminações são decorrentes da mordida de cães raivosos. A transmissão ocorre através do contato da saliva do animal contaminado com uma ferida aberta. O risco de contrair a doença sem a mordida é consideravelmente menor, mas pode ocorrer quando existe o contato da saliva com uma ferida, arranhão ou mucosa (como a boca ou nariz).

Também é possível contrair a doença através da inalação do vírus aerossolizado, apesar de extremamente raro no caso dos humanos. Dentre os casos que ocorre a contaminação, 50% é resultante da exposição acidental com o vírus em laboratórios de pesquisas.

Assim como todo e qualquer mamífero, o morcego também contrai raiva. Mas, com exceção dos morcegos vampiros, as outras espécies não costumam morder, exceto quando se sentem ameaçados. Existem pouquíssimos relatos de morcegos vampiros que já se alimentaram de humanos, enquanto esses dormiam, mas usualmente esses relatos estão associados a zonas rurais. No caso de animais de criação, como gado, o risco de contaminação por um morcego vampiro é extremamente grande.

A incubação da doença no homem é longa e os primeiros sintomas podem demorar de três semanas a dois anos para aparecer. Os primeiros sintomas são bem vagos e incluem dor de cabeça, mal-estar e febre, podendo durar vários dias. Com o avanço da doença, começa a aparecer os sintomas neurológicos, como ansiedade, alucinações visuais e auditivas, confusão mental, acessos de fúria, hidrofobia, convulsões e paralisia progressiva.

Morcego Transmite Raiva
Morcego Transmite Raiva

Depois que os sinais clínicos começam a se manifestar a doença é sempre fatal e o tratamento é apenas um suporte para aliviar o sofrimento. Porém a vacina e tratamento profilático com anticorpos é extremamente eficaz se administrados em tempo hábil. O tratamento preventivo, com a aplicação da vacina em pessoas que não foram expostas ao vírus, é indicada somente para indivíduos com alto risco de contaminação.

Nos animais, o período de incubação também é variável e quando infectados surgem sintomas como fotofobia, mordidas no ar, salivação excessiva, dificuldade para engolir, alterações de comportamento (principalmente agressividade) e paralisia. No estágio final, o animal para de engolir água e alimentos e morre em decorrência de parada respiratória. A vacina preventiva é fundamental para garantir a saúde dos animais e das pessoas que convivem com ele.

Histoplasmose

A Histoplasmose é uma doença infecciosa causada pelo fungo Histoplasma capsulatum. Os principais meios de crescimento desse fungo são materiais orgânicos como as fezes de morcegos e aves, em circunstâncias de umidade e calor.

A contaminação ocorre através da inalação dos conídios (esporros assexuais dos fungos), que são dispersos no ambiente após a agitação das fezes ressecadas desses animais.

Dentro do organismo, esses fungos alcançam os alvéolos pulmonares resultando em uma resposta inflamatória, formada por macrófagos e células mononucleares, mas sem capacidade de destruir o fungo invasor.

O fungo se multiplica, alcança os linfonodos, passam para a circulação e provocam focos de inflamações em alguns órgãos. Com aproximadamente duas semanas de infecção, o organismo consegue produzir macrófagos capazes de destruir as leveduras do fungo. O sistema imunológico produz anticorpos específicos no sangue, deixando o organismo resistente a novas infecções.

O quadro clínico depende do tipo de infecção. A inalação de uma grande quantidade de esporros e pacientes com doenças que afetam o sistema imunológico pode acarretar no desenvolvimento de quadros graves da doença.

Estudos Sobre Doença do Morcego
Estudos Sobre Doença do Morcego

O tratamento depende do estado imunitário da pessoa. No caso da histoplasmose pulmonar aguda, geralmente a doença regride espontaneamente sem a necessidade de um tratamento específico. Em casos da histoplasmose pulmonar crônica, o tratamento é feito com cetoconazol ou itraconazol, ambos derivados do imidazol. Já nos casos de disseminação da doença, o tratamento é feito com anfotericina B, sendo necessário a terapia de manutenção a longo prazo para manter a remissão clínica.

Não existe normas específicas para a prevenção dessa doença, apenas medidas educativas em relação ao risco de infecção. No caso de pessoas que precisam limpar fezes de pássaros ou morcegos é fundamental o uso de máscaras respiratórias com capacidade de filtrar partículas microscópicas, a fim de reduzir o risco de exposição. O mesmo cuidado deve ser tomado sempre que entrar em locais que servem de abrigos para pássaros e morcegos.

Sintomas da Salmonelose

Salmonelose é o nome utilizado para se referir a infecções como a febre tifoide e gastrenterite. A gastrenterite é provocada pela ingestão de alimentos infectados pela bactéria Salmonella entérica. Os principais alimentos que carregam essa bactéria são de origem animal, como carnes, aves, leite e ovos. Pode também estar presente em alimentos, como frutas e verduras, que tiveram contato com as fezes de um animal infectado, incluindo as fezes do morcego, e não foram devidamente lavados.

Pessoas que não tem o hábito de lavar as mãos após utilizar o banheiro ou brincar com um animal, podem transmitir a bactéria através do manuseio dos alimentos, caso as fezes ou o animal estejam infectados.

Entre 12 a 72 após a ingestão da bactéria os sintomas começam a aparecer: diarreia, dor abdominal. Devido a intensidade da diarreia, bebes, crianças, idosos e pessoas com a imunidade comprometida devem procurar ajuda médica, a fim de evitar complicações da doença. Os demais casos não costumam ser graves e a doença é curada naturalmente em até sete dias. Caso não ocorra essa melhora, ou em qualquer estágio haja a presença de sangue junto com as fezes, um médico também deve ser procurado

Alimentos contaminados não apresentam qualquer mudança na aparência, cheiro e gosto, portanto são necessárias algumas precauções na ingestão e manuseio de alimentos. Alimentos de origem animal devem sempre ser cozidos, o leite deve ser pasteurizado e deve-se lavar muito bem frutas, verduras e legumes antes de servi-los. Adotar medidas de higiene também é importante, principalmente lavar sempre as mãos e os utensílios de cozinha imediatamente após sua utilização em alimentos crus.

Apesar da capacidade do morcego em transmitir essas doenças, não são os únicos responsáveis pela sua proliferação. Também vale mencionar que, todas as doenças apresentadas, podem ser evitadas pelo ser humano, desde que vacinem seus animais de estimação, não tenham contato com animais desconhecidos, adotem manias de higienização das mãos e alimentos e não consumam alimentos de origem animal sem um prévio cozimento.

Caso queira esclarecer alguma dúvida ou deixar sua opinião é só deixar um comentário abaixo.

6 comentários

  1. Minha dúvida é: colocamos bebedouro com agua adocicada para pássaros porém a noite morcegos frutíferos vem beber esta agua’ de manhã o bebedouro chega a ficar vazio, sou de são Paulo capital esses morcegos vem de longe bebem e vão embora, eles podem causar algum mal a minha familia?

  2. Moro em apartamento e com frequência morcegos tem entrado em nossa casa, comido frutas. Não deixamos mais nada a mostra, mesmo assim eles entram. O que faço pra afastar esses animais?

  3. Estava passando por uma árvore e senti que alguma coisa caiu no meu cabelo, passei a mão e senti um leve úmido, após levei a mão ao nariz com intuito de sentir o cheiro pra saber se eram fezes de algum pássaro como pombo ou morcego, como tinha um prédio perto fiquei cheirando várias vezes p tentar identificar se era um pingo de ar-condicionado ou se era cocô de pássaro mesmo pois não tinha cor nem cheiro, depois de 1 hora e meia mais ou menos voltei ao local pois ficava exatamente no ponto onde eu tinha que pegar meu ônibus, foi então que um morcego fez cocô no meu braço (fezes marrom porém líquida) eu imediatamente lavei o braço no primeiro bar que vi (isso foi uns 2 minutos depois), depois disso concluí que o úmido no meu cabelo deve ter sido fezes do morcego que pegou de raspão na minha cabeça então minha pergunta é: Existe o risco de eu contrair raiva ou histoplasmose por ter cheirado essas fezes ou essas fezes me contaminarem através dos poros do coro cabeludo ou por ter contato com as fezes no meu braço?

  4. Encontrei um morcego na minha piscina, teremos problemas com a água?

  5. Picadas de piolho de morcego transmite doença pra humanos ?

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