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Hábitos da Capivara e Comportamento

Esses grandes mamíferos roedores que podem ultrapassar até um metro de comprimento possuem hábitos geralmente diurnos, se locomovendo pouco e preferindo horários de sol quente. Porém, isso pode ser mudado quando esses animais se sentem ameaçados, seja por outros animais ou até mesmo por humanos. Quando isso acontece, as capivaras promovem mudanças em seus hábitos, podendo adquirir característica de animais noturnos, já que seu tom de pelo mais escuro facilita sua camuflagem contra espécies que podem oferecer perigo ao bando.

Pelo fato de se locomoverem pouco e basicamente serem um pouco preguiçosas, as capivaras permanecem dentro da água na maior parte do tempo, dano início no fim da tarde ao processo de alimentação. Logo após estarem devidamente alimentadas, as capivaras voltam pra sua zona de conforto e descansam novamente, voltando a se alimentar geralmente nas primeiras horas do dia, um pouco antes do amanhecer. Além dessa rotina de comer e descansar, a capivara também costuma possuir outro hábito um tanto quanto estranho (assim como o nome dado a prática). Nas primeiras horas da manhã, as capivaras costumam interromper seu descanso para a cecotrofia (ou coprofagia), que consiste na estranha prática de ingerir suas fezes.

Esses animais vivem sempre em locais próximos à água, como regiões onde existem rios ou córregos. Isto, por diversas características de comportamento que levam esses animais a preferirem esse tipo de ambiente, indo desde um modo de defesa até a facilitação na hora de reproduzir.

Por esse tipo de ambiente não ser muito difícil de ser encontrado, as capivaras podem ser vistas em diversos locais, como por todo o território brasileiro, praticamente toda a extensão do continente Sul Americano, além de habitar também em algumas partes da América Central, onde o clima oferece temperaturas relativamente elevadas, deixando tudo perfeito para moradia desses animais.

Reprodução

As capivaras costumam andar em grupos razoavelmente grandes, que variam de 10 a 40 indivíduos dependendo das condições que o ambiente oferece. Algo que facilita este grande número é o fato desses animais possuírem facilidade na reprodução. Por viverem e habitarem sempre ambientes que possuem água por perto, esses mamíferos roedores optaram por copular, na maioria das vezes, dentro da água. A cópula só é possível após um “pique-pega” entre macho e fêmea, já que só ocorre depois um período que pode durar entre 5 e 10 minutos em que o macho persegue a fêmea. O coito geralmente consiste em 6 tentativas do pelo macho, e a penetração é bem rápida, raramente ultrapassando os 3 segundos. O macho dominante costuma monopolizar as cópulas, apesar de todos os outros machos que pertencem ao grupo também acasalarem.

Modo de Defesa

Capivara Alerta Dentro da Água
Capivara Alerta Dentro da Água

Este é outro ponto que faz com que o habitat escolhido pelas capivaras seja algo totalmente propício. De modo geral, são animais indefesos, que não possuem naturalmente nenhum “mecanismo” de defesa que permita que sua espécie entre em combate contra predadores. Sendo assim, as capivaras costumam se organizar da seguinte forma: Os machos dominantes ficam posicionados em pontos estratégicos, geralmente na periferia de seus grupos, como se estivessem em modo de observação contra possíveis ameaças. Porém, mesmo com este alerta, as capivaras costumam, quando perseguidas, se refugiarem na água ou na mata, permanecendo imóveis, com o intuito de passarem despercebidas por seus predadores.

Hábitos das Capivaras

São Independentes

As capivaras conquistam sua independência com pouco tempo de vida. Vivem cerca de um ano junto com o bando de mãe, na sociedade onde foram geradas e depois disso saem em busca de sua liberdade. Vão em busca de um gruo novo, onde, no caso das fêmeas, encontrarão um macho dominante e poderão se reproduzir. E por falar em fêmeas, essas conquistam a independência integral ainda mais cedo, já que a partir do sétimo mês de vida, já estão maduras sexualmente, prontas para copular e formar uma família. Já os machos precisam esperar mais um pouco até estarem aptos para reprodução, já que só ficam maduros sexualmente após o primeiro ano e meio.

Respeito Entre os Bandos

Por serem animais facilmente encontrados e que existem em grande quantidade, os bandos de capivaras muitas vezes podem se encontrar, gerando um momento de tensão. Porém, na maioria das vezes, os bandos estabelecem um repeito mútuo, permanecendo cada um em seu território, mantendo, no mínimo, uma distância de 800 metros do outro grupo.

São Ótimas Nadadoras

Como já foi citado nesse texto, as capivaras fazem praticamente tudo em ambientes aquáticos ou que estão às margens de locais onde possui água, como rios e lagos. Sendo assim, nada mais justo do que esses animais terem ótima desenvoltura na água, se estabelecendo como excelentes nadadoras. Esses grandes mamíferos roedores conseguem permanecer um longo período debaixo d’água sem respirar, suportando até cerca de cinco minutos. Outra característica que facilita, e muito, o desempenho das capivaras no ambiente em que vivem são suas patas. Elas possuem patas palmadas, que além de facilitarem na hora da natação, também auxiliam no caminhar por terrenos encharcados e lamosos. Mais uma característica de seu corpo é como os olhos e as narinas estão posicionadas em sua cabeça. Ambos ficam na parte superior da cabeça, permitindo que, mesmo dentro da água, eles possam respirar e também se manterem atentos à movimentação ao seu redor.

Infelizmente, Também Oferecem Riscos

Por mais fofinhos e tranquilos que sejam esses animais, eles oferecem riscos ao ser humano, mesmo que de modo involuntário. Isso, porque o coro desses animais pode ser um “meio de transporte” para uma espécie de carrapato denominada carrapato estrela, que é capaz de transmitir aos seres humanos a febre maculosa, que dependendo do grau de contaminação, pode levar a morte. Entretanto, isso não que dizer que todas as capivaras são perigosas por esse motivo, já que nem todas as elas carregam o carrapato portador dessa doença. De qualquer forma, não vale a pena correr o risco e a dica é manter distância não só das capivaras, mas também dos ambientes em que elas habitam.

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