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Iguana-Azul

Também conhecida como iguana-da-grande-caimão, a iguana-azul foi descrita pela primeira vez em 1940 como uma subespécie da iguana-cubana. Somente foi classificada como espécie em 2004, após dois anos de pesquisa que comparou o número de escanas entre as espécies e realizou uma análise de DNA mitocondrial.

É uma das espécies de lagartos que vivem mais tempo e, apesar de ser classificada como criticamente ameaçada de extinção, sua população atualmente encontra-se em ascensão.

Iguana-Azul
Iguana-Azul

Classificação e Nome Científico

Nome científico: Cyclura lewisi
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Ordem: Squamata
Subordem: Sauria
Família: Iguanidae
Gênero: Cyclura

Distribuição Geográfica e Habitat

A iguana-azul é uma espécie de lagarto restrita à ilha de Grande Caimão, localizada no Reino Unido.

Essa espécie prefere viver em florestas abertas e secas ou lugares rochosos, sempre com excesso de sol. Também é encontrada próximo da costa do mar, onde as fêmeas cavam na areia a fim de depositar seus ovos.

Características Físicas

A iguana-azul é o maior animal terrestre nativo da ilha e uma das maiores espécies de iguana.
O comprimento total, desde seu nariz até a cauda, pode atingir 1,5 metros, contudo os machos sempre são maiores que a fêmea. O peso pode chegar a 14 quilos.

Em situações normais, a fêmea apresenta uma coloração verde-oliva e azul claro, enquanto o macho exibe uma cor cinza escura levemente azulado. Porém, na presença de outras iguanas, tanto o macho quanto a fêmea ficam azul, com o propósito de indicar e determinar seu território. Além disso, um tom azul turquesa se torna evidente no macho durante o período de acasalamento. Quando jovem, a iguana apresenta um cor marrom ou verde escuro.

O corpo apresenta, por toda a extensão dorsal, uma crista com espinhos curtos. Os dedos são bastantes articulados e eficientes para escalar em árvores e cavar buracos.

Características Físicas da Iguana-Azul
Características Físicas da Iguana-Azul

A iguana-azul apresenta uma visão excepcional, capaz de identificar formas a longas distâncias. Possui um terceiro olho, chamado de olho parietal, que apesar de não formar imagens, funciona como um órgão fotossensível, identificando a mudanças de luz e breu, além da capacidade em detectar movimentos.

A expectativa de vida ultrapassa os 50 anos. Em um zoológico norte-americano, um macho viveu 69 anos.

Alimentação

A iguana-azul é preferencialmente herbívora, comendo plantas, frutos de flores de mais de 45 espécies diferentes.

Eventualmente, a dieta pode ser complementada com larvas de insetos, pequenos crustáceos, lesmas e fungos.

Reprodução

Iguana-Azul Filhote
Iguana-Azul Filhote

A maturidade sexual ocorre aos 3 anos e o acasalamento ocorre entre maio e junho. O macho corteja a fêmea através de inúmeras mordidas suaves na cabeça até enfim, prender a fêmea pela nunca. O acasalamento dura entre 30 a 90 segundos, sendo que o casal raramente acasala mais de uma vez ao dia.

A fêmea cava um ninho, sempre em área exposta ao sol, para depositar seus ovos. A quantidade varia de acordo com a idade e tamanho da fêmea, podendo ser de 1 até 22 ovos.

Até escolher o ninho ideal, a fêmea cava vários ninhos aleatórios, que podem medir de 41 cm até 1,5 metros de comprimento. O período de encubação dura entre 65 a 90 dias e os ovos da iguana-azul são os maiores entre os lagartos.

Estado de Conservação e Medidas de Preservação

Iguana-Azul Estado de Conversação
Iguana-Azul Estado de Conversação

De acordo com a classificação da IUCN, essa espécie está em risco crítico de extinção, apesar da população estar em ascensão, graças a ações de conservação. No entanto, sua ocorrência é limitada a uma pequena extensão de 15,6km², somente em áreas de preservação.

Registros fósseis indicam que a iguana-azul já foi abundante na região antes da colonização dos europeus. Mas seu habitat, foi substituído por estradas, habitações e outras construções, o que impactou na preservação da espécie. Em 2002, havia menos de 25 espécies na natureza, sendo que os cães e gatos, tanto selvagens como domésticos, foram os principais responsáveis em quase levar a espécie a extinção. OsRattus norvegicus também apresenta um grande risco à espécie, causando ferimentos que podem ser fatais.

A carne da cauda da iguana era uma iguaria tradicional, mas a população nativa moderna não possui tal hábito alimentar. Entretanto, o aumento de imigrantes da América Central, trouxe adeptos do consumo da iguana iguana, havendo uma preocupação de que essa prática possa ser redirecionada para espécies nativas, ameaçando a iguana-azul.

Atualmente, existem 443 exemplares adultos na natureza, com base no número de iguanas liberadas na natureza e seu monitoramento contínuo. O Programa de Recuperação da Iguana Azul, coordenado pelo instituto National Trust For the Cayman Island, mantem uma unidade de captação que atualmente abriga 175 iguanas.

A iguana-azul é criada em cativeiro até os dois anos de idade e, posteriormente, liberada em uma das três áreas protegidas: Parque Botânico Elizabeth II, Reserva Salina ou Reserva Colliers Wilderness. O programa pretende, a longo prazo, restaurar uma população diversa e autossuficiente de aproximadamente mil iguanas adultas.

Iguana-Azul Detalhes
Iguana-Azul Detalhes

Apesar da população ter sido restaurada por razões de conservação, a iguana-azul se tornou uma grande atração turística de Grande Caimão.

Para conhecer todos os detalhes sobre o programa, além de ter acesso a várias notícias locais sobre a iguana-azul, você pode acessar a página oficial do Programa de Recuperação da Iguana Azul, disponível apenas em inglês.

A iguana-azul é um exemplo de que um programa de preservação eficiente é capaz de contornar a situação crítica de extinção que algumas espécies se encontram. Dito isso, esperamos que você compartilhe conosco sua opinião, deixando um comentário.

Fotos de Iguana-Azul

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