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Mecanismo de Defesa das Aves

Os comportamentos “malucos” das aves normalmente estão associados a algum mecanismo de defesa, sobrevivência ou de acasalamento da parte destes e a seguir nós veremos alguns deles.

Defesa das Aves
Defesa das Aves

Mecanismos de Defesa Estranhos em Aves

Borrelho de Dupla Coleira 

Essa ave barulhenta pode ser encontrada no México, EUA e Canadá, e seus ninhos são feitos no chão, o que deixa seus filhotes mais vulneráveis a ataques de predadores. Só que para proteger o ninho elas adotam um comportamento muito estranho, mas inteligente, o pássaro adulto se afasta do ninho arrastando uma de suas asas como se estivesse quebrada e passa então a agir desesperadamente, tentando atrair a atenção dos predadores e é isso que acontece na maioria das vezes. Quando o predador já se afastou o suficiente do ninho a ave voa para longe e no caso de filhotes crescidos, eles fogem do local enquanto a ave adulta distrai o predador.

Poupa 

Ela é a ave nacional de Israel e seu vôo é um tanto quanto incomum, ele se assemelha ao de uma borboleta. Sua técnica de defesa também é bastante incomum, perto de seu ânus há uma glândula especial que produz uma substância com um odor um tanto quanto desagradável que eles passam em suas penas até cobrir o corpo inteiro, que fica com um cheiro bem parecido ao de carne estragada, o que desanima muitos predadores que estavam interessados em comê-lo. Essa substância também atua como agente antibacteriano e repelente de parasitas, protegendo-a de algumas doenças. Essa substância só é produzida no período de incubação e também quando elas estão cuidando de seus filhotes, que por sua vez também possuem um mecanismo de defesa bem interessante, eles esguicham fezes no rosto dos predadores quando estão sozinhos do ninho – tome bastante cuidado se porventura se deparar com um ninho desta ave.

Corujas Buraqueiras 

O nome destas corujas que podem ser encontradas em desertos e pradarias do Canadá à Patagônia é por causa de seu hábito de fazem seus ninhos em buracos. Normalmente elas usam tocas abandonadas de outros animais, mas se for necessário elas também podem cavar uma própria. Mas o fato mais interessante sobre elas é na verdade sobre seus filhotes, eles são deixados sozinhos pelos pais que saem para caçar e podem nesse intervalo de tempo estar vulneráveis aos ataques de predadores como coiotes, furões e raposas. Para se protegerem e manterem os inimigos à distância, eles são capazes de produzir um assobio que lembra muito o som de uma cascavel sempre que se sentem ameaçados e como essa cobra é conhecida por seu terrível veneno, a maioria dos predadores prefere fugir assim que escutam o mimetismo do chocalho. A técnica também pode ser imitada pela ave quando adulta, mas ela é inútil contra a própria cascavel, até porque elas são surdas.

Urutau 

O urutau tem uma camuflagem extraordinária, que o torna quase identificável quando ele está no galho de uma árvore, sendo por isso chamado de “ave fantasma” em algumas localidades. Ele é um predador noturno que se alimenta de morcegos e também de insetos e pequenas aves, ficando completamente imóvel e durante o dia na forma de toco de árvore, mas suas pálpebras permitem que ele enxergue mesmo quando seus olhos estão fechados, pois possuem uma fenda especial. Mesmo quando um predador se aproxima, ele permanece imóvel, voando somente se estiverem convencidos de que foram descobertos.

Jacu Cigano 

Encontrado nas florestas tropicais da América do Sul, ele é para muitos pesquisadores um “fóssil vivo”, se diferenciando das aves em diversos aspectos. Um deles é sua alimentação embasada em folhas de árvores, o que é muito estranho para pássaros e a forma como seu organismo digere a comida é muito parecida com a de uma vaca: através de fermentação bacteriana. Seu cheiro forte de estrume se deve a este fato, mas essa não é sua principal característica, pois ela nem se compara a sua habilidade de mergulho. Por essa razão, o jacu cigano constrói seus ninhos em galhos de árvores que pairam sobre a água e quando algum predador surge ou ameaça parecida os filhotes pulam na água para escapar e como são bons nadadores, não têm dificuldade com isso. Depois que o perigo passa, eles voltam para a árvore e também vale ressaltar o fato de as aves mais novas terem duas garras em cada asa, que vão desaparecendo à medida que a ave vai crescendo.

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