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Mutum de Bico Amarelo

Você provavelmente já ouviu falar de uma ave chamada Mutum. Há diversas subespécies de Mutum, e hoje falaremos sobre o Mutum-de-bico-amarelo.

Também conhecido como Mutum-de-crista-amarela, o nome científico do Mutum-de-bico-amarelo é Crax Daubentoni. Ele é uma ave da classe dos Galliformes. E pertence à família Cracidae.

É uma subespécie que vive na Amazônia. Pode ser encontrado na região Amazônica da Venezuela e da Colômbia.

O habitat ideal desta ave são as florestas existentes próximas aos rios. Por este motivo ele encontra-se em partes da floresta amazônica.

Vamos conhecer mais sobre esta belíssima ave? Confira a seguir!

Primeiro Registro e Características Físicas

O primeiro registro de avistamento da subespécie Mutum-de-bico-amarelo ocorreu em 1870, pelo cientista Pelzeln, que foi o primeiro a descrever esta ave.

O Mutum-de-bico-amarelo é todo negro, e apresenta pequenas variações de cores apenas no abdômen e no topete. Nestas regiões ele pode apresentar manchas brancas e a fêmea pode apresentar abdômen canela.

A plumagem quanto da fêmea quanto do macho costuma ser toda preta com linhas brancas. Estas linhas estão em regiões específicas.

Esta ave possui crista, feito de penas que se enrolam para a frente. Os machos possuem protuberâncias carnudas e amarelas na base de seu bico. As fêmeas não possuem esta protuberância carnuda e amarela.

A base da maxila do Mutum-de-bico-amarelo é mais avermelhada e dilatada do que a do crax fasciolata.

A ave quando adulta tem um comprimento entre 83 e 92,5 centímetros e pesa entre 2 a 3 quilogramas. A Fêmea é um pouco menor. O Macho adulto costuma ter 2,8kg e a Fêmea 2,7kg.

Características Comportamentais e Alimentação

O Mutum-de-bico-amarelo costuma alimentar-se principalmente no chão. Mas ao perceber qualquer sinal de ameaça voa para os galhos da árvores, alimentando-se por lá.

Ele costuma ciscar nas  margens dos rios bem cedo e ao entardecer. E dorme empoleirado no tronco das árvores.

Quando soltos na natureza, em seu habitat natural, eles alimentam-se de frutas, folhas, sementes e pequenos animais.

A dieta do Mutum-de-bico-amarelo é predominantemente frugívora. Mas eles também comem brotinhos, folhas e sementes. Alimentam-se também de animais como pequenos lagartos, pererecas, aranhas e gafanhotos.

Mutum de Bico Amarelo Sentado na Árvore
Mutum de Bico Amarelo Sentado na Árvore

Quando criados em cativeiro, podem ser alimentados com ração, carne moída, milho inteiro, vegetais e folhas picadas. Você também pode oferecer frutas e cenouras raladas.

O Mutum-de-bico-amarelo constrói seus ninhos no chão da floresta. Tanto a fêmea quanto o macho contribuem na construção do ninho para abrigar seus filhotes.

Estudiosos sugerem que é possível saber o humor da ave segundo sua voz. O  assobio fino diz que ela está irritada. Quando emite um som semelhante “úú” pode significar susto ou advertência. Quando emite um rosnar alto, pode ser que a ave esteja assustada.

Reprodução Do Mutum-de-Bico-Amarelo

Mutum de Bico Amarelo - Reprodução
Mutum de Bico Amarelo – Reprodução

A reprodução desta ave costuma acontecer de setembro a janeiro. É uma espécie monogâmica, ou seja, depois de formado o casal eles não se separam mais.

A fêmea do Mutum-de-bico-amarelo põe cerca de 2 à 5 ovos. Mas é mais comum colocar apenas 2 ovos. A incubação dura aproximadamente 30 dias, variando até 33 dias.

Após o nascimento, os filhotes ficam dormindo sob as asas da mãe, vivendo de reservas de gorduras. Os filhotes atingem o tamanho dos pais em menos de seis meses, mas pesam menos.

Ficam na responsabilidade dos cuidados da mãe até atingirem os 4 meses de vida. São considerados maduros à partir dos 2 anos de vida.

O Mutum-de-bico-amarelo pode viver até 40 anos. Porém, é uma espécie ameaçada, assunto que trataremos a seguir.

Espécie Ameaçada de Extinção

O Crax Daubentoni é uma espécie ameaçada de extinção. Um dos fatores principais para esta espécie estar ameaçada é a destruição da cobertura florestal nativa.

Outra razão é a caça predatória. A caça levou ao declínio não só o Mutum-de-bico-amarelo, mas todas as populações de cracídeos.

A espécie é classificada como Quase Ameaçada (sigla NT da Lista Vermelha da IUCN). Esta classificação significa que apesar da espécie não se qualificar para as categorias criticamente em perigo, em perigo ou vulnerável neste momento, ela está perto de se enquadrar num futuro próximo.

Mutum de Bico Amarelo - Criado em Cativeiro
Mutum de Bico Amarelo – Criado em Cativeiro

Quem faz esta classificação é a IUCN através da sua lista vermelha. A Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) das espécies ameaçadas, foi criada em 1963.

A lista funciona como um dos inventários mais detalhados do mundo sobre o estado de conservação mundial de várias espécies de plantas, animais, fungos e protistas.

Esta Lista segue critérios precisos, para avaliar os riscos de extinção de milhares das espécies e subespécies do mundo todo.

O objetivo da Lista é de informar sobre a urgência das medidas de conservação. Também objetiva ajudar a comunidade internacional na tentativa de reduzir as extinções.

Há muitos conselheiros que contribuem com a Lista, como a BirdLife International e a World Conservation Monitoring Centre. A Lista Vermelha conta com a ajuda de organizações e pesquisadores do mundo todo.

Ela apresenta nove categorias para classificar os seres vivos:  Extintos (EX), Extintos na natureza (EW), Criticamente em perigo (CR), Em perigo (EN), Vulnerável (VU), Quase ameaçado (NT), Pouco Preocupante (LC), Dados deficientes (DD), Não avaliados (NE).

Foto de Perfil do Mutum de Bico Amarelo, Também Conhecido Como Mutum-de-Penacho
Foto de Perfil do Mutum de Bico Amarelo, Também Conhecido Como Mutum-de-Penacho

A Lista Vermelha, ao informar os dados de conservação, faz um alerta global sobre o aumento da perda de biodiversidade. Através dos dados que ela compartilha, é possível lutar por políticas de conservação, para tentar impedir a extinção das espécies.

O Mutum-de-bico-amarelo, por ser uma espécie quase ameaçada necessita de medidas de conservação para não estar mais vulnerável à extinção. Acredita-se que a caça para subsistência é a principal causa do declínio da espécie na Colômbia. Na Venezuela o declínio ocorre também devido à caça esportiva.

Além disso, tem o fator do desmatamento feito pelo homem que prejudica o habitat do Mutum-de-bico-amarelo. Dessa forma, percebe-se que o declínio da espécie está ocorrendo por causa de ações dos seres humanos.

Portanto, vamos seguir aos alertas dados pelo nosso planeta e pelos dados científicos, como os fornecidos pela Lista Vermelha da IUCN. É importante não contribuir para o declínio das espécies e ajudar a evitar a degradação do meio ambiente.

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