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Mutum do Sudeste Crax

O mutum do sudeste, mutum do bico vermelho, mutum do Espírito Santo ou também pode ser chamado de crax blumenbachii como é chamado cientificamente, em homenagem ao anatomista e antropologista alemão Johann Friedrich.

É um mutum, claro, ou seja, é do gênero crax, que é da família cracidae, que é da ordem craciformes que fazem parte da  ordem de aves de médio porte em que existem duas famílias e uma delas é a cracidae, mutuns, que têm como origem a América, uma outra família mas que não está inclusa na mesma ordem, mas que o mutum já chegou a ser pertencente, sem separação de famílias diferentes após a nova classificação é a galliforme, ordem em que a família cracidae também é inclusa pelo Congresso Ornitológico internacional até hoje.

Ou seja, apesar de estudos filogenéticos e a taxonômicos querer individualizar as famílias, o congresso ainda não o fez. Então podemos dizer que é uma ave da família cracidae ou galliforme.  Classificação biológica a parte, vamos conhecer um pouco mais dessa ave.

Bom, como o nome já sugere, é do Sudeste, exatamente porque ele se encontra no predominantemente no Sudeste, mas o mais curioso, é que é no sudeste do nosso país, Brasil.

É uma espécie endêmica  do Brasil, ou seja, têm origem por aqui. Por ser uma ave de porte médio como indica a sua família de classificação biológica, pode medir até oitenta e quatro centímetros de comprimento e pode pesar até três quilos e quinhentas gramas.

Um fato triste é que essas aves estão atualmente ameaçadas de extinção, como tantas outras espécies de animais, o que entristece qualquer ser humano que tenha empatia e consideração sobre a natureza e os animais, a fauna e a flora, tão abundante e de uma beleza encantadora, mas que aos poucos está se esvaindo devido a ações humanas diante sob a terra.

Mutum do Sudeste Crax: Comportamento

São aves caracteristicamente tranquilas e calmas, vivem amigavelmente entre eles se for preciso, em cativeiro por exemplo, mas na natureza não costumam viver em bandos. Podem viver satisfeitos de forma solitária ou em pares de casais monogâmicos, ainda mais quando em período reprodutivo.

Diferentes Características Entre Machos, Fêmeas e Filhotes

Como a maioria das aves, o mutum do Sudeste apresenta diformismo sexual, ou seja, diferença na aparência entre macho e fêmea, além de como na maioria das outras aves também, diferença na aparência entre os filhotes e as aves adultas.

Ou seja, identificar um macho, uma fêmea e um filhote nessa espécie de ave não é uma tarefa difícil como em alguns outros casos de aves.

O macho é todo preto, bem escuro, inclusive os olhos, o que realça esse preto tão escuro é a parte debaixo de sua calda que é branca e o seu bico laranja forte também com uma mistura de preto. Possui a calda curta, as pernas longas, o bico curto e a cabeça pequena com umas penas arrebitadas que lembram um cabelo muito estiloso.

A fêmea não difere muito no seu porte e peso, mas na sua aparência sim, claramente, sob os olhos de qualquer pessoa. A fêmea é uma ave exuberante na sua beleza exótica e peculiar. Têm uma mistura de preto e laranja assim como o macho, o que difere tanto são os detalhes.

Casal de Mutum do Sudeste
Casal de Mutum do Sudeste

Suas asas têm uma mistura de laranja e preto, sob as penas laranjas umas pintinhas pretas, embaixo de sua calda que é mais longa que a do macho, também há penas laranjas, dessa vez sem pintinhas pretas, que se realçam.

Seu pescoço é comprido, seus olhos são laranjas e seu bico é preto, seu topete charmoso é mais exuberante que o tímido topete do macho, preto com umas manchinhas que também lembram pintinhas brancas, suas pernas também são compridas e rosadas, diferenciando das características do macho também, que é mais para parda. O filhote não fica de fora da diferenciação clara, além de seu porte bem menor, claro, suas penas são mais azuladas e acizentadas no lugar do característico forte tom de preto.

Mutum do Sudeste Crax: Alimentação

Com seu característico andar rápido, ficam mais no chão do que pelos ares apesar de serem aves e é daí que recolhem seus alimentos e tira os nutrientes suficientes para a sua alimentação.

Se alimentam tanto de frutos maduros que caem no chão como folhas e sementes, também característico de outras aves. Retiram suas proteínas de alguns diversos e variados animais pequenos como aranhas, insetos, centopeias e caracóis. Se não encontrar a sua alimentação no chão, não ficará sem se alimentar, são flexíveis e também podem colher nas árvores.

Mutum do Sudeste Crax Andando no Meio do Mato
Mutum do Sudeste Crax Andando no Meio do Mato

Reprodução do Crax

Como característico e esperado de aves, há a possibilidade de serem aves monogâmicas, ou seja, só escolhem um par no período reprodutivo. Período reprodutivo esse que só pode ser feito pelo macho depois de atingir a maturidade sexual entre os dois anos e meio a três anos, de certa forma uma ave tardia em comparação a maturidade sexual mais comum de outras aves.

Característico de mutuns, diferente da maioria das aves em que as fêmeas constroem os ninhos, cuidam e protegem dos filhotes enquanto o macho vai atrás da alimentação para ele e ela. Nesta espécie o ninho  é construído pelo macho, isso porque os machos constroem os ninhos para atrair a fêmea, eles o fazem no alto das árvores, dançam e cantam para chamar a atenção da pretendente.

Ovo de Mutum do Sudeste Crax
Ovo de Mutum do Sudeste Crax

Se esse tal caprichado e dedicado cortejo funcionar se reproduzem. Na reprodução, a fêmea coloca cerca de dois ovos. O período de incubação é aproximadamente de trinta dias. A dedicação não é só na fase da conquista não, ambos trabalham juntos em toda a fase de desenvolvimento dos filhotes, que dura cerca de quatro meses, como característico animais um tanto tardios comparado aos outros.

Sua monogamia e dedicação dada a família chega a ser fofo. É incrível que uma ave tenha naturalmente esse instinto de proteção e cuidado e tamanha fidelidade e lealdade.

Habitat do Mutum do Sudeste

O nome já diz muito. Endêmica, de origem não só do Sudeste do Brasil, mas como também a mata Atlântica, de habitat quente e úmido.

Infelizmente, essa ave, para a tristeza de qualquer brasileiro consciente está em extinção como motivo primordial a destruição do seu habitat natural, devido a irresponsabilidade humana e egoísta sob a natureza, outro fator é a cultura da caça, como forma de divertimento.

Para você leitor ter noção, há pesquisas que indicam que há cerca de apenas duzentos e cinquenta vivendo de forma selvagem na natureza e aproximadamente oitocentos e oitenta vivendo em cativeiro, cativeiros esses oriundos inclusive de projetos que visam a preservação dessa espécie.

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