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Rato Peria: Fotos E Características

O rato peria, piriá, preá ou bengo, todas denominações as quais é referenciado, de nome científico cavia aperea, é ancestral ou do mesmo gênero do cavia do mais popularmente conhecido porquinho da índia, de nome científico cavia porcellus. Junto a eles estão mais nove espécies de ratos, mas vamos focar nesta para que não haja confusão.

O Rato Peria ou Piriá E Suas Vertentes

Quem tem um porquinho da índia ou conhece sabe da sua personalidade arisca mesmo sendo adaptável a vida doméstica como escolha de animais de estimação por algumas pessoas. Assim como eles o rato piriá só que em bem menos recorrência, claro, também é escolhido como pets por algumas outras pessoas, mas no caso são muito mais ariscos por serem ratos selvagens.

Além de não se adaptarem muito bem a simples alimentação de ração específica como o famoso porquinho da índia, precisam de um espaço muito maior por serem naturalmente mais ativos já que mais uma vez, são selvagens e são caracteristicamente mais ariscos, ou seja, assim como quem adota um porquinho da índia mesmo diante da sua personalidade arisca quer receber todo o amor de volta, com o rato piriá, a espera é mais difícil de acontecer.

Curiosamente, assim como outros animais, mais culturalmente em uma das regiões em que habita, o Rio Grande do Norte, algumas pessoas o caçam e o abatem para o consumo da sua carne, por ser considerada saborosa, com mais proteína e menos gordura comparada à carne já considerada magra, de frango, provavelmente por este fato o rato piriá chegou a ser ameaçado de extinção em seu habitat natural na Bahia, outra região do Brasil a qual se encontra. Citadas já duas regiões do nosso país as quais habita, já deu para notar que se encontra em muitas regiões daqui, especialmente o Nordeste do Brasil.

O Rato Peria Ou Preá E Sua Carne

Curiosamente, em um dos livros mais populares do escritor brasileiro Graciliano Ramos, Vidas Secas, o rato piriá é citado. Não à toa a história narrada no livro se passa no Nordeste, o episódio ao qual o mesmo aparece é quando uma das personagens, a cachorra nomeada Baleia pelos personagens de quem é pertencente, narra que ao morrer, futuro previsível pela situação a qual se encontrava na secura da região, diz que quer chegar a um mundo cheio de preás, onde os mesmos serviriam de alimento para seus donos e para ela mesma.

Outro ponto que podemos puxar a partir daqui é que apesar da carne do preá ser consumida culturalmente em algumas regiões em que se encontram e que podem ser caçadas por humanos. De acordo com a situação específica do livro citado acima, o consumo da carne por cães também seria comum independente da ocasião, afinal dentre seus predadores estão eles, os felinos, as cobras, as aves de rapina e as menos comuns e maiores jaguatiricas.

Todos estes predadores encontrados nos seus mesmos habitats selvagens, como matas úmidas, matagais, florestas, montanhas, entre outros. Para se protegerem destes predadores ágeis com seu porte frágil, têm o hábito noturno e são muito difíceis de serem notadas durante o dia, já que é o período em que se encontram amparadas em suas tocas, que são construídas abaixo da terra ou adaptadas a buracos naturais em rochas, não a toa também são consideradas raras ou tão desconhecidos popularmente.

Aparência E Sua Semelhança Com O Porquinho Da Índia

Se você é uma destas pessoas que não o conhecia, vamos aproximá-lo da sua aparência. Curiosamente, apesar de ser classificado como rato, não tem a característica a qual mais o representa e mais o tornam tão indesejados, suas caudas longas ou compridas, muito pelo contrário. O preá não tem cauda nenhuma, isso mesmo, é um rato sem cauda.

Seu corpo mede cerca de vinte e cinco centímetros de comprimento e pesam de quinhentas a seiscentas gramas. Algumas aparências o diferenciam dos porquinhos da Índia, os quais se assemelham muito também, como o seu focinho mais alongado, suas orelhas mais espichadas e suas pernas mais fortes, o que lhes permite se adaptar melhor ao seu hábito selvagem e a agilidade necessária diante da natureza e da sua sobrevivência, como seus saltos e curiosamente até mergulhos e nados sob as águas de córregos e riachos.

Sua pelagem se aproxima mais do castanho com a tonalidade mais para o marrom, cor que se estende por todo o corpo, agora o que os assemelham entre si são seus olhos pequenos arredondados e suas patas pequeninas com quatro dedos nas patas dianteiras e curiosamente três nas duas patas traseiras. Não podemos negar que apesar de tanta fobia social diante dos humanos, têm a aparência muito fofa.

Como Estes Animais Se Comportam

Entre eles, tal sociabilidade não é tão rejeitada, convivem em grupos de cinco a vinte indivíduos, geralmente com cerca de dez, em que apesar de serem divididos podem conviver próximos um do outro.

Tais grupos são bem posicionados hierarquicamente, com um macho e demais ratos compostos de fêmeas e seus filhotes, como o imaginado até aqui, o único macho é o alfa, que reproduz todas as fêmeas do mesmo grupo, os filhotes machos geram ciúmes no reprodutor do grupo e logo que completam a maturidade sexual, com cerca de três meses de vida, são expulsos pelos mesmos e assim procuram formar um novo grupo.

Em tal reprodução a gestação dura cerca de dois meses que gerará de um a cinco filhotes, sendo mais comum dois e o desmame ocorrerá cerca de quatorze a vinte e um dias após o nascimento. Parecidos mais uma vez aos porquinhos das índias, sua alimentação é puramente vegetariana, são herbívoros e se alimentam do que encontram com facilidade em seu habitat natural, como o próprio capim, já que se encontram nos mesmos, os diversos e típicos vegetais, as ervas, as folhas, as frutas e as sementes. Outra curiosidade é que além de pertencerem à mesma ordem dos porquinhos da índia, está na família caviidade, mesma que está um dos maiores entre eles e muito conhecida popularmente também, a capivara. Todos eles que apesar de serem roedores têm a característica da cauda atrofiada, ou em outras palavras, serem histrocomorfos.

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