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Reprodução dos Primatas

Os primatas compõem uma ordem do Filo Chordata e Classe Mammalia, formada por aproximadamente 180 espécies, incluindo entre elas a espécie humana.

Os primatas estão plenamente distribuídos ao longo do planeta Terra e, com exceção dos seres humanos, têm grande preferência por  florestas do tipo tropicais e subtropicais do Continente da África, América e Ásia. No entanto, também podem ser encontrados em savanas (a exemplo dos chimpanzés e babuínos), ou em áreas mais gélidas (a exemplo do chamado macaco da neve, existente no Japão).

Muitos primatas são arborícolas (ainda que parcialmente), pois vêm reproduzindo o estilo de vida e hábitos de seus ancestrais. No entanto, existem primatas com características hominídeas, a exemplo dos babuínos, que são predominantemente terrestres, contudo também apresentam adaptações evolutivas que os permite escalar árvores. Além da escalada, eles podem mover-se pelos galhos com o uso dos braços, característica conhecida como braquiação.

Primatas também se locomover, ao nível do solo, por meio de bipedalismo, quadripedalismo ou nodopedalia (quando há revezamento do bipedalismo e quadripedalismo).

Os primatas também são considerados os animais mais sociáveis, visto que frequentemente estão inclusos em grupos familiares, pares ou haréns. Infelizmente, muitas espécies (aproximadamente 1/3) está em risco de extinção ou vulnerabilidade.

Nesse artigo você conhecerá algumas características dos primatas, dando ênfase aos seus aspectos reprodutivos.

Então venha conosco, e boa leitura.

Classificação dos Primatas

A ordem dos primatas se ramifica em duas subordens: os prossímios e os antropoides.

Os prossímios também recebem a denominação de Euprimates, ou primatas verdadeiros. Nesta classificação estão enquadrados os lêmures e tarsos. Primatas possímios apresentam focinhos longos, hábitos noturnos, pequeno porte corporal e uma visão total ou parcialmente frontal.

Os antropoides possuem maior porte corporal, além de cérebros maiores em comparação aos prossímios. Neste grupo estão inclusos primatas cuja origem remonta a períodos pré-históricos do início do Oligoceno, assim como espécies com surgimento em eras mais recentes, a exemplo dos babuínos, chimpanzés, gorilas, o próprio homem, dentre outros.

Características Físicas dos Primatas

A densidade cerebral dos primatas é maior do que a encontrada em outros mamíferos. Além disso, o cérebro possui cerebelo, lobo posterior e sulco calcarino. O córtex cerebral também é altamente desenvolvido.

O sentido da visão é muito mais desenvolvido do que o olfato, sendo exercido por meio da estereopsia.

A estereopsia é a visão do tipo binocular, onde a imagem é captada individualmente por cada um dos olhos e transmitida ao cérebro, o qual ficará responsável pela sua junção. A visão binocular proporciona visão espacial dos objetos, ou seja, visão em 3D para percepção de distância e profundidade. Somado a estereopsia, primatas possuem alta acuidade visual e capacidade de enxergar em cores.

Muitas espécies de primatas apresentam cauda prênsil e polegar opositor. As mãos e pés possuem cinco dedos, e algumas espécies apresentam unhas nesses dedos. As palmas das mãos, plantas dos pés e extremidades dos dedos possuem a percepção tátil mais apurada.

As articulações dos ombros permitem uma grande amplitude de movimentos, favorecendo principalmente movimento de braquiação. Os primatas possuem glândulas mamárias posicionadas na região peitoral.

As espécies apresentam algumas peculiaridades físicas e estruturais que as diferenciam. No entanto, pode ocorrer dimorfismo sexual dentro de uma mesma espécie, com diferenças principalmente em relação à massa corporal, por exemplo.

A dentição dos primatas não é considerada generalizada, ao contrário, ela é generalista apresentando 3 tipos de dentes: os dentes molares, incisivos e caninos. Essa dentição generalizada permite com que sejam capazes de explorar variados tipos de alimentos, podendo ser considerados herbívoros ou onívoros. A exceção fica a cargo dos társios, os quais são considerados carnívoros obrigatórios e que possuem uma dieta á base de insetos, cobras e pequenos vertebrados.

Outros primatas onívoros, além do homem, também podem ingerir carne e praticar atividades de caça a outros animais. Este cenário ocorre no caso dos macacos-pregos, os quais, além de consumir frutas, flores e sementes, também podem. ingerir insetos, lagartos, esquilos, morcegos e pássaros. Outro exemplo é o chimpanzé, o qual também se alimenta de outras espécies de primatas.

Utilização de Primatas Não-Humanos Para Fins de Pesquisa Científica

Em decorrência das suas similaridades em relação à espécie humana, muitos primatas vêm sendo empregados para pesquisas de estudos toxicológicos, ensaios clínicos, neurologia e oftalmologia. No entanto, para que essas pesquisas possam ser viáveis, torna-se necessário a criação das espécies em cativeiro, condição que esbarra diretamente na questão de direitos dos animais. Portanto, muitas agências governamentais estabelecem diretrizes relacionadas ao alojamento, alimentação, reprodução e enriquecimento ambiental. Nos países europeus, muitos grupos ativistas, querem barrar o uso de primatas da legislação da União Europeia que aborda testes em animais.

A exposição de primatas em zoológicos também é um fator de grande polêmica, gerando grandes mobilizações.

Reprodução dos Primatas

Em comparação com outras ordens de mamíferos, os primatas possuem uma taxa de reprodução lenta, assim como demoram a atingir a maturidade sexual.

O mecanismo de reprodução dos primatas é o mesmo adotado pelos mamíferos placentários. A fêmea possui um período reprodutivo específico, enquanto que o macho pode manter-se constantemente na condição de sexualmente ativo, após atingir a maturidade sexual.

O útero da fêmea é morfologicamente bicorne, ou seja, possui uma membrana que o separa em duas áreas distintas.

Diferentemente das gestações de outros mamíferos, a gestação de primata dá origem a poucos indivíduos, na maioria dos casos, apenas um.

Os seres humanos possuem uma duração média de gestação de 40 semanas, salvo nos casos de prematuridade, a qual corresponde a, aproximadamente 280 dias. Durações aproximadas a essa são encontradas também em outros primatas, a exemplo do chipanzé (gravidez de 230 a 240 dias); gorila (gravidez de aproximadamente 220 dias); orangotango (duração gestacional de 227 a 275 dias) e o macaco-barrigudo (gestação de aproximadamente 225 dias).

Macaco-Barrigudo Andando em Tronco de Galho Caído
Macaco-Barrigudo Andando em Tronco de Galho Caído

Espécies como o macaco Rhesus e o mico de cheiro apresentam tempo gestacional um pouco menor, compreendido de 146 a 180 dias; e de 152 a 170 dias, respectivamente. No entanto, os lêmures ainda são mais apressados ainda, contando com um tempo de gravidez de 135 dias.

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Agora que você já conhece um pouco mais sobre a reprodução dos primatas e suas características de modo geral, continue conosco e conheça outros artigos do site.

Até as próximas leituras.

REFERÊNCIAS

GROVER, C.P.; NAPIER, J. R. Encyclopedia Britannica. Primate. Disponível em: <https://www.britannica.com/animal/primate-mammal>;

SUSSMAN, R. W. Primate Ecology and Social Structure. Vol 2: new world monkeys, Second Edition- 2003, 204 páginas;

VIEIRA, C. A. Infoescola. Primatas. Disponível em: <https://www.infoescola.com/mamiferos/primatas/>;

WIKIPÉDIA. Primatas. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Primatas>.

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